A participação de Cabo Verde na Copa do Mundo passou a ser tratada como “completamente manchada” após a denúncia de estupro que pesa contra o capitão da equipe, afirmaram comentaristas do programa Posse de Bola, do Canal UOL.
O caso
Segundo a jornalista Luiza Oliveira, o suposto crime ocorreu em março, na Nova Zelândia, durante a passagem da seleção cabo-verdiana pelo país para a realização de amistosos. A denúncia inclui relatos de agressão física e, de acordo com ela, a vítima reuniu indícios que foram apresentados às autoridades locais.
Busca por apoio
A comentarista relatou que a mulher procurou auxílio da Federação Neozelandesa, da Federação de Futebol de Cabo Verde e da Fifa, mas não teria obtido resposta efetiva. “Isso está em curso desde abril e ainda não houve desfecho. O que ela queria, inicialmente, era que ele não participasse da Copa do Mundo”, pontuou Luiza.
Cobrança à Fifa e à federação
O jornalista José Trajano criticou a conduta das entidades: “É inadmissível que quem organiza uma Copa ignore uma denúncia desse tipo. Pior é Cabo Verde manter como capitão um jogador sob essa acusação”.
Imagem: Internet
Repetição de casos no futebol
Durante o debate, Juca Kfouri lembrou outros episódios semelhantes no esporte, citando Daniel Alves, Robinho e casos recentes de atletas acusados de estupro. Para ele, a recorrência demonstra falhas sistêmicas na forma como clubes e federações lidam com denúncias de violência sexual.
A Fifa informou, somente após a repercussão, que “está atenta” ao processo, enquanto as investigações permanecem em andamento.
Com informações de UOL