A contagem oficial da Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) do Peru chegou a 100% na noite de segunda-feira (29/6), indicando vitória da candidata de direita Keiko Fujimori no segundo turno presidencial.
Segundo a ONPE, Fujimori recebeu 9.223.396 votos, equivalentes a 50,135% do total válido. O adversário, o deputado de esquerda Roberto Sánchez, alcançou 9.137.755 votos, ou 49,865%. A diferença entre os candidatos é de 49.641 votos.
Confirmação depende do JNE
Cabe agora ao Jurado Nacional Eleitoral (JNE) oficializar o resultado. O órgão informou que a proclamação deve ocorrer até sexta-feira, 3 de julho, após a corte regional, o Jurado Especial Eleitoral (JEE), concluir a validação em algumas áreas.
A votação foi realizada em 7 de junho. Durante a apuração, o país mostrou forte polarização, com alternância de liderança entre os candidatos.
Reações dos candidatos
Na quarta-feira, 24 de junho, quando a vantagem de Fujimori tornou-se irreversível, a candidata fez discurso em Lima declarando-se vencedora de fato, mas disse aguardar a homologação. “Estamos cientes de que o Peru está dividido, de que está praticamente partido ao meio”, afirmou.
Sánchez, por sua vez, reiterou que não aceitará o resultado preliminar. Na terça-feira, 23 de junho, ele alegou fraude, convocou protestos para o sábado, 27, e anunciou pedido de recontagem. O candidato também protocolou recurso para anular votos de eleitores peruanos no exterior, alegando irregularidades no processo; juristas consultados pela imprensa local dizem que a medida não possui base legal e pode apenas retardar a proclamação.
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Instabilidade política
Se confirmada, Keiko Fujimori sucederá o presidente interino José María Balcázar Zelada, no cargo há quatro meses. Zelada substituiu José Jeri, destituído pelo Congresso por má conduta. Antes dele, Dina Boluarte e Pedro Castillo também deixaram o Palácio Pizarro em meio a escândalos, num período em que o Peru somou oito presidentes em oito anos.
Filha do ex-mandatário Alberto Fujimori, Keiko disputou pela quarta vez a presidência. Caso o JNE confirme o resultado, tomará posse diante de um Congresso fragmentado e de um cenário de tensão social marcado pelos protestos convocados pela oposição.
Com informações de G1