São Paulo, 29 de junho de 2026 – A comentarista Milly Lacombe questionou a falta de repercussão sobre a prisão por agressão sexual do atacante japonês Kaishu Sano, responsável pelo gol na derrota do Japão para o Brasil na Copa do Mundo de 2026. A crítica foi feita durante o programa “Fim de Papo”, do Canal UOL.
Ao analisar a repercussão negativa nas redes sociais às declarações do meia Kento Shiogai sobre a seleção brasileira, Milly afirmou que comentários xenofóbicos ganharam mais destaque do que o histórico criminal de Sano. “O jogador que marcou o gol pelo Japão foi preso por estupro, pagou indenização à vítima e pediu desculpas. Esse caso passou sem indignação”, afirmou.
A jornalista também contestou a justificativa dada pela comissão técnica japonesa, que classificou a conduta de Sano como “erro”. “Não é erro, é crime. A palavra correta precisa ser usada”, disse Milly, ressaltando a necessidade de um processo de ressocialização para atletas que admitem o delito.
Milly declarou não defender somente punições como prisão ou cancelamento, mas cobrou precisão no uso do termo “inocentado”. Segundo ela, a expressão pode sugerir que o crime não ocorreu: “Ele fez, ele admitiu. Usar ‘inocentado’ soa como se o estupro não tivesse acontecido”.
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No mesmo programa, o comentarista Julio Gomes avaliou o desempenho em campo. Para ele, o Japão “sentiu o jogo”, enquanto o Brasil cresceu no segundo tempo. Gomes considerou arriscada, porém acertada, a mudança tática após a saída de Lucas Paquetá, com a equipe brasileira atuando no 4-2-4.
Com informações de UOL