San Jose, Estados Unidos – 30 jun (Reuters) – Com o San Jose Earthquakes vivendo o melhor início de temporada da sua história, a Califórnia confirma sua vocação para o futebol às vésperas do duelo entre Estados Unidos e Bósnia, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo, na quarta-feira.
O encontro na região da Baía de São Francisco será o terceiro de quatro compromissos que a seleção norte-americana poderá disputar em solo californiano, alimentando a expectativa de alcançar a melhor campanha do país no torneio em 24 anos.
Ambiente favorável
Para atletas, torcedores e clubes locais, sediar partidas do Mundial é oportunidade de mostrar que o futebol já ultrapassou o status de esporte de nicho nos Estados Unidos. “Você percebe a dimensão do jogo pelo barulho das arquibancadas e pela reação aos grandes momentos”, afirmou o meio-campista Niko Tsakiris, do Earthquakes, à beira do gramado do estádio de 18 mil lugares.
“Trazer a Copa para cá é enorme. No fim das contas, trata-se da paixão e da alegria que isso desperta”, completou o jogador.
Números que impressionam
A Califórnia concentra o maior contingente de equipes nas principais ligas do país: quatro clubes na Major League Soccer (MLS), três na National Women’s Soccer League (NWSL) e cinco na United Soccer League (USL), além de diversas academias e programas universitários.
O San Diego Wave lidera a NWSL, o Orange County ocupa o topo da USL West e o Earthquakes divide a primeira colocação da Conferência Oeste da MLS, algo que não acontecia havia 14 anos.
Influência latina e clima
Condições climáticas favoráveis ao longo de todo o ano e uma população formada por aproximadamente 40% de latinos – oriundos de países onde o futebol é o principal esporte – explicam parte desse sucesso.
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Luchi Gonzalez, diretor da academia do Earthquakes e ex-auxiliar técnico da seleção dos EUA no Mundial de 2022, lembra que a herança latino-americana molda tanto a cultura futebolística quanto a base de jogadores na região. Segundo ele, receber seis jogos da Copa e a própria seleção na Baía deve acelerar o desenvolvimento de talentos locais, com potencial de futuras vendas a clubes europeus.
“Será um catalisador. A motivação vai aumentar, clubes se aperfeiçoarão e as famílias entenderão melhor os sacrifícios necessários”, afirmou Gonzalez.
Com a partida decisiva contra a Bósnia se aproximando, Califórnia e futebol caminham juntos para mostrar ao país a força de uma paixão que só cresce.
Com informações de UOL