Moscou, 30 de julho – A capital russa voltou a ser alvo de drones ucranianos na noite de segunda para terça-feira, intensificando a pressão interna sobre o presidente Vladimir Putin e expondo fragilidades das defesas aéreas do país.
Segundo o prefeito Sergei Sobyanin, mais de 60 drones foram abatidos antes de alcançarem áreas densamente povoadas. O Ministério da Defesa elevou o total para 419 aparelhos derrubados quando somados os ataques registrados simultaneamente na Crimeia.
O governador da região de Moscou, Andrei Vorobyov, informou que um bebê de seis meses morreu em Yegoryevsk, cidade a cerca de 100 quilômetros ao sul da capital, após a queda de um drone provocar incêndio em uma residência.
Impacto nos aeroportos e no abastecimento
Como medida de segurança, a agência federal de aviação Rosaviatsiya suspendeu temporariamente operações em três dos quatro aeroportos internacionais que atendem Moscou. Embora os terminais tenham sido liberados horas depois, interrupções desse tipo tornaram-se frequentes desde o início da escalada de ataques.
Os alvos ucranianos incluem refinarias e instalações de combustível, estratégia que já causa filas em postos de gasolina em diversas regiões russas. O presidente Volodymyr Zelensky classificou a iniciativa como “sanções de longo alcance” para aproximar a guerra do território russo.
Reação do Kremlin
Em entrevista à televisão estatal no domingo, Putin admitiu “certas carências” no abastecimento, mas negou que a situação seja crítica. O líder russo prometeu prosseguir com a “libertação final” de Donbas e Novorossiya, repetindo a meta de controlar todo o leste da Ucrânia. Ele afirmou ainda que as ofensivas de retaliação causam “consequências realmente graves” em território ucraniano.
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Escalada contínua
Os ataques de drones tornaram-se mais frequentes desde 18 de junho, quando uma ofensiva ucraniana deixou ao menos 17 feridos na região de Moscou e forçou o fechamento dos aeroportos locais. Na ocasião, o Ministério da Defesa relatou quase mil drones abatidos em todo o país.
De acordo com a Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia, forças russas mataram 1.272 civis e feriram 6.871 em áreas controladas por Kiev no período de seis meses encerrado em 31 de maio.
Autoridades ucranianas não comentaram imediatamente o ataque mais recente contra Moscou.
Com informações de InfoMoney