A jornalista Milly Lacombe afirmou, em coluna publicada em 1º de julho de 2026, que a seleção da França atravessa uma “revolução” ao adotar um estilo de jogo multicultural, veloz e criativo, em contraste com o que classificou como “contra-revolução” vivida pelo futebol brasileiro.
No texto, Lacombe lembra que o futebol francês era visto, até pouco tempo, como “conservador, branco e derrotado”. Para a colunista, o cenário mudou após o país assumir sua diversidade racial, resultando em uma equipe “transgressora, negra e vitoriosa”, caracterizada por ritmo intenso, movimentação, técnica refinada, jogo coletivo e ousadia.
A autora cita o ex-jogador e comentarista Walter Casagrande para reforçar a ideia de que a França “soube fazer sua revolução” dentro de campo. Ela também destaca a liberdade tática concedida pelo técnico francês — descrito como “experiente e capaz” — aos atletas, combinada à disciplina defensiva.
Em oposição, Lacombe aponta que o Brasil abriu mão da formação de jogadores criativos para priorizar marcação e rigidez tática. A colunista menciona que, enquanto o torcedor celebra volantes como Casemiro e Paquetá, talentos ofensivos como Vinícius Júnior não seriam suficientes para transformar o desempenho da seleção.
Ela lembra que, nos anos 1980, equipes de Telê Santana projetaram a imagem do “jogo bonito” para o mundo, mesmo sem conquistar Copas do Mundo. Segundo Lacombe, a França exerce atualmente esse papel de encantamento, independentemente de levantar ou não a taça.
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No texto, a jornalista ainda comenta a vitória apertada do Brasil sobre o Japão e critica jogadores que ironizaram adversários nas redes sociais. Para ela, o episódio evidencia falta de maturidade “compatível com um mundial sub-15”. O atacante Endrick é citado como exemplo de atleta transformado em “jogador obediente”.
Lacombe fecha a coluna recomendando a leitura de “Os Jacobinos Negros”, obra de 1938 de C. L. R. James sobre a Revolução Haitiana, título que inspirou seu artigo.
Com informações de UOL