Washington, 1º de julho de 2026 – Durante visita a um museu dedicado a Theodore Roosevelt, na Dakota do Norte, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, interagiu com um programa de inteligência artificial que simula o ex-presidente americano. No vídeo divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira (1º), Trump pergunta se o Canal do Panamá foi a maior realização de Roosevelt. O robô responde afirmativamente e destaca que a obra “mudou para sempre o mapa do mundo”.
Após concordar, Trump vira-se para a comitiva de apoiadores e deixa o local. Em seguida, o republicano volta a defender que Washington recupere influência sobre a hidrovia e critica a presença chinesa na região.
Pressão sobre o Panamá
“A China está tentando assumir o controle do Canal do Panamá, e nós não vamos deixar isso acontecer”, afirmou o presidente. Ele classificou a passagem como “a obra mais cara, porém a mais lucrativa, já construída pelos Estados Unidos” e atacou administrações anteriores por transferirem o comando do canal ao governo panamenho.
Trump já havia prometido, em seu discurso de posse, em janeiro de 2025, negociar a retomada do controle da rota, alegando que o Panamá cobra taxas excessivas de navegação.
Importância estratégica
Inaugurado em 15 de agosto de 1914, o Canal do Panamá liga os oceanos Atlântico e Pacífico, encurtando rotas marítimas e respondendo por 2,5% do comércio global. Cerca de 14 mil navios cruzam a via todos os anos, incluindo porta-contêineres que trazem automóveis e produtos asiáticos aos EUA e embarcações que exportam gás natural liquefeito norte-americano.

Imagem: Internet
Os Estados Unidos construíram e administraram o canal até 1999, quando, após tratados firmados em 1977, o Panamá assumiu o controle total. A obra foi idealizada por Roosevelt, que em 1903 apoiou a independência panamenha da Colômbia para garantir aos EUA o direito de erguer a passagem.
Secas e influência chinesa
Nos últimos anos, secas mais severas reduziram os níveis dos lagos que abastecem o canal, obrigando o governo panamenho a limitar o tráfego de embarcações. Trump alega que essas restrições, somadas às tarifas praticadas, prejudicam os Estados Unidos e abrem espaço para a China, que já opera dois portos próximos à entrada da hidrovia por meio de uma empresa de Hong Kong.
Com informações de G1