Berlim – O Ministério Público Federal da Alemanha apresentou nesta quinta-feira, 2 de julho de 2026, uma acusação formal que atribui a autoridades do governo da Ucrânia a ordem para explodir os gasodutos Nord Stream 1 e Nord Stream 2, no mar Báltico, em setembro de 2022.
De acordo com os promotores, o cidadão ucraniano identificado como Serhii K. teria liderado a operação a mando de “autoridades estatais ucranianas”. Ele responde por cumplicidade em crime de guerra, interrupção de serviços públicos, provocação de explosão e destruição de infraestrutura.
Objetivo seria cortar receita russa com gás
Segundo a acusação, a ação pretendia interromper definitivamente o fornecimento de gás pelos dutos e impedir que a Rússia utilizasse a receita do comércio de gás natural para financiar a campanha militar na Ucrânia.
Como ocorreu a operação, segundo os promotores
• Em setembro de 2022, Serhii K. entrou na Alemanha usando passaporte ucraniano falsificado.
• Ele alugou um iate com documentos de identidade também falsos e embarcou com mergulhadores profissionais e um especialista em explosivos.
• A equipe transportou grande quantidade de explosivos de uso militar até águas internacionais próximas à ilha dinamarquesa de Bornholm.
• Os artefatos foram fixados nos oleodutos submarinos, provocando os vazamentos detectados por Dinamarca e Suécia no fim daquele mês.
Prisão e transferência
Serhii K. foi detido na Itália em agosto de 2025 e extraditado para a Alemanha em novembro do mesmo ano. Ele nega participação nas explosões.
Competência da Justiça alemã
A promotoria argumenta que o caso está sob jurisdição alemã porque os dutos desembocam em Lubmin, no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, e a destruição afetou a segurança energética do país.
Imagem: Internet
Repercussão
Esta é a primeira vez que investigadores alemães apontam diretamente para autoridades ucranianas. Até a última atualização, o governo de Volodymyr Zelensky não havia se manifestado.
Os gasodutos Nord Stream, construídos sob o Báltico, ligavam a Rússia à Alemanha e distribuíam gás a outros países europeus. As explosões de 2022 interromperam o principal fluxo de energia para o continente e obrigaram a União Europeia a buscar alternativas de fornecimento.
Com informações de G1