Hospitais alemães enfrentam onda de calor sem ar-condicionado e com poucos recursos

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A rápida elevação das temperaturas na Europa pressiona centros de saúde alemães, construídos em sua maioria sem sistemas de refrigeração. Mesmo hospitais de referência, como o Centro Médico Universitário de Hamburgo-Eppendorf (UKE), contam com ar-condicionado apenas em unidades de terapia intensiva e salas cirúrgicas.

Medidas emergenciais em Hamburgo

Há três anos, o UKE elaborou um plano de proteção contra o calor. A estratégia inclui plantio de árvores, instalação de videiras nas fachadas e colocação de bancos sob a sombra para pacientes, visitantes e funcionários, informou Frank Dzukowski, chefe de sustentabilidade da instituição. Quebra-sóis externos e películas internas também foram adotados para reduzir a entrada de radiação solar, enquanto quartos menos expostos são reservados a pacientes vulneráveis.

Calor extremo cresce na Alemanha

Dados históricos mostram avanço constante nos dias acima de 30 °C: de até oito por verão entre 1950 e 1970, para dez na década de 1980, 19 nos anos 2000 e 20 nos últimos dez anos. Ondas de calor — períodos com máximas superiores a 30 °C por vários dias seguidos e mínimas noturnas acima de 20 °C — representam risco direto à saúde, especialmente para pessoas hospitalizadas.

Falta de verbas adia adaptações

Levantamento do Instituto Alemão de Hospitais, realizado em 2024 com 289 unidades, revelou que 60 % ainda não adotaram qualquer medida estrutural contra o calor; 96 % apontaram falta de recursos como principal obstáculo. A Federação Alemã de Hospitais (DKG) estima que o quadro pouco mudará até 2026, atribuindo a inércia ao não repasse de verbas estaduais para investimentos.

“Na prática, as instituições usam o que têm para comprar equipamentos ou realizar reparos urgentes, e não para modernizar sistemas de climatização”, afirmou o presidente da DKG, Gerald Gaß. Entre alternativas de baixo custo, ele cita uniformes mais leves, cobertores finos, cardápios adequados ao clima e bebedouros, mas ressalta que a proteção plena exige financiamento. A entidade propõe a criação de um fundo climático de 31 bilhões de euros (cerca de R$ 183 bilhões), com parte destinada à adaptação térmica dos hospitais.

Simulação extrema em Berlim

Na capital, a Charité conduziu um exercício de crise para temperaturas acima de 40 °C durante semanas. O hospital elaborou um “mapa de calor” que identifica setores de alto risco e áreas mais frescas para alívio temporário de pacientes e funcionários. O estudo projeta sobrecarga no pronto-socorro e possível escassez de pessoal, caso escolas ou lares de idosos fechem por causa do clima. Ajuste de escalas, terceirização de tarefas e adiamento de cirurgias eletivas fazem parte do protocolo emergencial.

Conclusão dos organizadores: sem investimento público específico, os hospitais alemães não conseguem garantir atendimento seguro durante crises de calor prolongadas.

Com informações de G1

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.