Um levantamento do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), divulgado nesta semana, estima que a guerra na Ucrânia já provocou mais de 2 milhões de baixas somadas entre mortos, feridos e desaparecidos.
Impacto sobre as tropas russas
Segundo o relatório assinado por Seth G. Jones e Riley McCabe, a Rússia responde por cerca de 1,4 milhão dessas baixas, o que equivale a aproximadamente 1% da população do país. Desse total, mais de 450 mil seriam mortes confirmadas.
Os autores destacam que o impacto não é uniforme dentro do território russo: regiões economicamente mais frágeis e grupos étnicos minoritários concentram as maiores perdas. Relatos da imprensa de oposição mencionam pequenas aldeias quase sem homens em idade de combate.
O estudo afirma ainda que Moscou não consegue repor o efetivo na mesma velocidade em que sofre perdas.
Comparações históricas
Jones e McCabe classificam as cifras como “espantosas”. Eles observam que o número de mortos russos na Ucrânia já é mais de quatro vezes superior ao total de militares dos Estados Unidos mortos em todos os conflitos desde a Segunda Guerra Mundial e supera em nove vezes as perdas soviéticas e russas somadas no mesmo período.
Números da Ucrânia
Do lado ucraniano, o CSIS calcula entre 525 mil e 625 mil baixas. Dentro desse intervalo, de 125 mil a 150 mil seriam mortes. Nem Kiev nem Moscou divulgam dados oficiais, mas as projeções do centro de pesquisa coincidem com estimativas de governos ocidentais.
Imagem: Internet
Relação de perdas
O estudo indica que, no primeiro semestre de 2024, a taxa de baixas chegou a quase oito russos para cada ucraniano morto, ferido ou desaparecido. Ao longo da maior parte do conflito, a proporção oscilou entre duas e três baixas russas para cada uma ucraniana.
Fatores apontados
Entre as razões para a diferença recente, o documento cita o avanço do programa ucraniano de drones, capaz de ampliar a chamada “zona de morte” nas linhas de frente. Também são listados problemas russos como estratégia de atrito, falhas em operações de armas combinadas, treinamento insuficiente, corrupção e baixa moral das tropas.
Com o total estimado de 2 milhões de baixas, o confronto já teria ultrapassado em números absolutos a Batalha de Stalingrado, considerada um dos embates mais sangrentos da história.
Com informações de CNN Brasil