O Irã deu início nesta sexta-feira, 3 de julho, ao funeral do aiatolá Ali Khamenei, morto há quatro meses, aos 86 anos, em um ataque atribuído aos Estados Unidos e a Israel no primeiro dia da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro. A primeira cerimônia, restrita a autoridades iranianas e a convidados estrangeiros, ocorreu na mesquita Grande Mosalla, em Teerã.
Segundo o governo, nenhum representante europeu ou norte-americano foi chamado para o velório. Entre os presentes estavam integrantes da cúpula iraniana, incluindo o presidente Masoud Pezeshkian, além de delegações de países aliados.
Cronograma das homenagens
O funeral prossegue até quinta-feira, 9 de julho, com os seguintes atos:
- Sábado (4) – início das cerimônias públicas em Teerã, a partir das 6h locais (23h de sexta no horário de Brasília);
- Segunda-feira (6) – cortejo fúnebre pelas ruas da capital;
- Terça-feira (7) – cerimônia na cidade sagrada de Qom;
- Quarta-feira (8) – homenagens em Najaf e Karbala, no Iraque;
- Quinta-feira (9) – sepultamento no santuário do imã Reza, em Mashhad.
Segurança reforçada
Para os dias de luto, o comandante das forças de segurança, brigadeiro-general Ahmadreza Radan, anunciou a mobilização de 65 mil agentes nas províncias de Teerã, Qom e Mashhad. Outros 200 mil militares e policiais atuarão nas estradas e fronteiras. O plano inclui 16 mil patrulhas especiais e 15 mil postos de controle distribuídos pelo país.
Cenário na capital
Teerã amanheceu coberta por faixas e bandeiras pretas. Estruturas temporárias foram instaladas ao longo do trajeto que receberá o caixão do ex-líder supremo. Equipes da prefeitura, voluntários e forças de segurança trabalham juntas para organizar o fluxo de participantes e visitantes.
Imagem: Internet
Sucessão
Ali Khamenei ocupava o posto de líder supremo desde 1989. Em março, o cargo vitalício passou a ser exercido por seu filho, Mojtaba Khamenei, em conformidade com o sistema teocrático estabelecido após a Revolução Islâmica de 1979.
As autoridades esperam a chegada de milhares de fiéis do Irã e do exterior para acompanhar os rituais, considerados dos mais significativos do xiismo.
Com informações de G1