Multidão toma ruas de Teerã no início do funeral de Ali Khamenei

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O funeral de Estado do aiatolá Ali Khamenei, chefe supremo do Irã morto em 28 de fevereiro, teve início na manhã deste sábado (4) em Teerã. Milhares de pessoas, a maioria vestida de preto, reuniram-se na Grande Mosalla — amplo complexo religioso da capital — para prestar as primeiras homenagens.

O caixão, coberto pelo característico turbante preto do líder, permanece exposto no local e ficará acessível dia e noite até segunda-feira (6). Segundo as autoridades, entre 15 milhões e 20 milhões de iranianos são esperados apenas na capital durante os seis dias de cerimônias, previstas como as maiores já realizadas no país.

Clima de tensão e apelos por vingança

No espaço, fiéis empunhavam bandeiras xiitas vermelhas com a inscrição “Mártir”. Alguns entoaram gritos como “Vingança!” e “Morte aos Estados Unidos, morte a Israel!”. Também foram exibidos cartazes vermelhos com a hashtag “#MatarTrump”, justamente no dia em que os EUA comemoram 250 anos de independência.

A segurança foi reforçada: o centro de Teerã tornou-se uma verdadeira fortaleza, com diversos postos de controle policial. Ainda na noite de sexta-feira (3), centenas de pessoas formaram fila diante da Grande Mosalla para garantir lugar na despedida. “Queremos dar o último adeus ao nosso guia; a espera não é difícil”, afirmou a professora Somayye Hamedi, 44 anos. Para a estudante Fatemeh Nowdehi, 25, “vir aqui é a única coisa que podemos fazer por quem sacrificou a vida pelo Irã”.

Filho sucessor e autoridades presentes

A presença de Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá e sucessor desde março, não foi confirmada. Ferido nos bombardeios que mataram o pai, ele tem se manifestado apenas por mensagens escritas.

Na sexta-feira, altos funcionários iranianos e alguns dignitários estrangeiros compareceram à Grande Mosalla. Entre eles, o chefe da Guarda Revolucionária, Ahmad Vahidi, que apareceu publicamente pela primeira vez desde o início da guerra e desde que assumiu o cargo em março.

Próximas etapas do cortejo

Depois de permanecer em exibição em Teerã, o corpo percorrerá as ruas da capital e seguirá para outras cidades do Irã e do Iraque. O sepultamento está marcado para 9 de julho em Mashhad, no nordeste do país, cidade natal de Khamenei. As exéquias, originalmente previstas para março, foram adiadas devido ao conflito.

Para receber peregrinos de todo o Irã, o Crescente Vermelho montou mais de 400 tendas em um grande parque da capital. Caminhões-pipa também foram posicionados para amenizar o calor, que deve ultrapassar 35 °C.

Além do caixão do líder supremo, estão expostos os de uma filha, um genro, uma nora e uma neta de 14 meses, todos mortos no mesmo ataque. Imagens de Khamenei com o punho erguido, símbolo da resistência contra o Ocidente, aparecem em diversos pontos do recinto.

Com informações de G1

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.