Teerã – Três dos filhos do falecido aiatolá Ali Khamenei rezaram neste domingo (5) ao lado do caixão do ex-líder supremo do Irã e de outros quatro parentes, durante cerimônia realizada no Grande Mosalla do Imã Khomeini, na capital iraniana. Mojtaba Khamenei, apontado como seu sucessor, não compareceu.
Quem esteve presente
Mostafa, Meysam e Masoud Khamenei formaram a primeira fila das orações diante dos caixões, dispostos no pátio do complexo religioso. O presidente Masoud Pezeshkian e o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, também participaram da cerimônia.
Ausência do novo líder supremo
Desde o ataque aéreo de 28 de fevereiro, que matou Ali Khamenei e parte de sua família, Mojtaba Khamenei não apareceu em público. Pessoas próximas afirmam que ele ficou ferido, com o rosto desfigurado e lesões graves em uma ou nas duas pernas.
Ataque e conflito
O bombardeio, atribuído aos Estados Unidos e a Israel, marcou o início de uma guerra que se estendeu por várias semanas até um cessar-fogo frágil. O acordo, segundo autoridades iranianas, prevê benefícios econômicos de longo prazo. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ao site Axios que as negociações de paz foram suspensas por uma semana devido às cerimônias fúnebres.
Procissão de uma semana
O corpo de Ali Khamenei foi velado no sábado (4) em caixão coberto por vidro, ao lado dos despojos de sua filha, de seu genro, de sua nora e de sua neta de 14 meses. As autoridades organizaram uma série de atos que inclui:
Imagem: Reuters
- Segunda-feira (6): procissão multitudinária pelo centro de Teerã;
- Terça-feira (7): cerimônias em Qom, centro da hierarquia xiita;
- Quarta-feira (8): traslado aéreo para o Iraque, com ritos em Najaf e Kerbala;
- Quinta-feira (9): retorno ao Irã e sepultamento em Mashhad, próximo ao túmulo de um imã xiita medieval.
Mobilização popular
Milhares de iranianos se deslocaram ao Mosalla desde a noite de sábado. A rede de metrô registrou 7 milhões de viagens entre o fim do dia 4 e a manhã do dia 5, segundo autoridades. O governo anunciou transporte, alimentação e hospedagem gratuitos para quem participar das homenagens.
As cerimônias fazem parte de uma estratégia do Estado para demonstrar unidade nacional e fervor revolucionário enquanto o país encara as consequências do conflito iniciado em fevereiro.
Com informações de CNN Brasil