Em discurso adiado por tempestade, Trump celebra 250 anos dos EUA e volta a atacar “comunistas”

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Washington (EUA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o país como “o ápice da História da Humanidade” em discurso realizado no National Mall, na noite de sábado (5), para marcar o 250º aniversário da independência americana.

A fala começou perto da meia-noite – 1h deste domingo em Brasília – após uma forte tempestade atrasar o evento e obrigar a retirada temporária de milhares de pessoas da área. Horas antes, nas redes sociais, Trump prometera discursar “mesmo que fosse para uma única pessoa às quatro da manhã”.

Patriotismo e críticas internas

Seguindo tom predominantemente patriótico, o republicano mencionou personalidades históricas como Annie Oakley, Buffalo Bill, os exploradores Lewis e Clark e o sargento William Harvey Carney, primeiro afro-americano condecorado com a Medalha de Honra. Também homenageou veteranos da Segunda Guerra Mundial e das guerras da Coreia e do Vietnã.

Ao se referir a esses dois últimos conflitos, voltou a apontar o comunismo como ameaça: “Nossos guerreiros não lutaram contra o comunismo em campos de batalha ao redor do mundo apenas para vê-lo erguer a cabeça aqui nos Estados Unidos. Não vamos deixar isso acontecer”, declarou. Em outro momento, afirmou que essa ideologia é “como um câncer: precisa ser extirpado”.

Condições extremas

O evento ocorreu durante uma onda de calor recorde. A temperatura chegou a 39,4 °C (103 °F) em Washington, máxima histórica para um 4 de Julho, e 160 milhões de americanos estavam sob alertas do Serviço Nacional de Meteorologia. Ainda assim, o presidente insistiu na manutenção da cerimônia.

Após 45 minutos de discurso, uma queima de fogos iluminou a capital. “Nós amamos Trump; adoramos o discurso dele”, disse Richard Sullivan, 70 anos, que viajou da Virgínia com a esposa.

Clima político

Pouco antes, perto do Capitólio, homens mascarados carregando bandeiras confederadas e insígnias do grupo supremacista branco Patriot Front gritaram “Recuperem os EUA!”, evidenciando divisões em torno do governo.

Pesquisa da Universidade Quinnipiac divulgada na data mostra que 61% dos americanos acreditam que o país não cumpre os ideais da Declaração de Independência; a maioria dos republicanos discorda, enquanto democratas concordam.

No palco, Trump exibiu bandeiras históricas, fez referência a campanhas militares recentes contra Irã e Venezuela — que, segundo ele, “dizimaram” as forças de Teerã — e, sem se alongar, aludiu aos processos judiciais que enfrenta: “Embora eu não tenha sido tratado tão bem assim, não vamos entrar nesse assunto”.

O discurso, planejado como marco das celebrações oficiais, acabou marcado tanto pelo clima adverso quanto pela continuidade da retórica do presidente contra adversários que considera “comunistas”.

Com informações de O Globo

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.