Zurique (Suíça) – A anulação do cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun, da seleção dos Estados Unidos, gerou desconforto entre dirigentes da Fifa e abriu discussão sobre igualdade de tratamento na Copa do Mundo de 2026, afirmou o jornalista Rodrigo Mattos durante o programa “Fim de Papo”, do Canal UOL.
Segundo Mattos, o governo de Donald Trump contatou diretamente Gianni Infantino, presidente da Fifa, pedindo a reversão da expulsão sofrida por Balogun na partida contra a Bósnia. O caso foi encaminhado ao Comitê Disciplinar da entidade, que decidiu retirar a suspensão automática. O jogador fica, agora, em observação por 12 meses: se receber novo cartão vermelho, terá de cumprir a punição – o que, na prática, não afetaria a próxima Copa.
O jornalista destacou que a justificativa usada pela Fifa se baseou no artigo 27 do seu regulamento disciplinar, dispositivo que permite a suspensão condicional de sanções, mas que nunca havia sido aplicado em edições de Mundial. “Ninguém entende exatamente como o processo ocorreu”, disse Mattos, apontando falta de transparência e possível favorecimento ao país-sede.
A medida provocou reação de federações europeias, especialmente da Bélgica, adversária dos Estados Unidos na fase seguinte das eliminatórias. Representantes de outras seleções, como Noruega, também manifestaram preocupação, de acordo com o jornalista.
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Apesar do incômodo nos bastidores, Mattos avalia que a controvérsia deve ter poucos desdobramentos práticos. “Devem ficar apenas as críticas públicas”, comentou, lembrando a proximidade política recente entre a Fifa e autoridades norte-americanas.
Com informações de UOL