O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, no domingo (5). Em postagem na rede Truth Social, o republicano divulgou uma imagem manipulada na qual a líder italiana aparece olhando para ele em tom de adoração, acompanhada da frase “Ordem de restrição necessária”.
Meloni não comentou a publicação. Já em Roma, integrantes do governo adotaram cautela para evitar o prolongamento da controvérsia às vésperas da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), marcada para terça (7) e quarta-feira (8) em Ancara, na Turquia.
Ministros adotam silêncio
Questionado nesta segunda-feira (6) pelo canal Sky TG24, o vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, resumiu: “Não há nada a comentar”. Ele acrescentou que as relações transatlânticas “vão muito além de declarações individuais”.
O titular da Defesa, Guido Crosetto, que acompanhará Meloni ao encontro da Otan, reforçou a mesma linha: “O essencial é preservar as relações transatlânticas. O importante é manter a unidade da Aliança Atlântica e do mundo ocidental”.
Troca de acusações
Trump direcionou críticas à premiê italiana pela primeira vez em 19 de junho. Na ocasião, afirmou a um canal de TV italiano que Meloni “implorou” para tirar uma foto com ele durante a cúpula do G7. A chefe de governo disse ter ficado “surpresa” e classificou a fala como “completamente inventada”. Horas depois, o presidente norte-americano insistiu na versão e disse que a popularidade de Meloni estava “em baixa”. Ela reagiu chamando as declarações de “sem sentido” e sugerindo que Trump se preocupasse com a própria aprovação.
Imagem: Internet
O desentendimento teve origem em abril, quando Meloni criticou Trump após ele chamar o papa Leão XIV de “fraco” por condenar a guerra no Irã.
Com informações de G1