O técnico Abel Braga, atualmente no comando do Internacional, avaliou a eliminação da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026 como consequência de problemas estruturais que, segundo ele, se acumulam há anos no país.
Formação de base no centro das críticas
Em depoimento publicado nesta segunda-feira (6), Abel apontou a categoria de base como o principal gargalo. O treinador citou o Palmeiras como exceção positiva, mas defendeu uma revisão completa dos processos de formação de atletas em âmbito nacional.
Falta de tempo para treinos coletivos
Braga criticou a curta preparação da seleção antes do Mundial. De acordo com o técnico, o comandante da equipe — o italiano Carlo Ancelotti — teve apenas “dois dias” para o primeiro jogo eliminatório e “mais dois ou três” para o seguinte, impossibilitando a criação de um sistema coletivo sólido.
Exemplos externos
O treinador citou Noruega e França, adversários do Brasil na Copa, como seleções que exibem identidade tática construída ao longo de ciclos mais longos. Ele lembrou ainda o modelo alemão, reestruturado após um período de fracassos.
Expectativa moderada antes do torneio
Abel revelou que, uma semana antes da Copa, já previa dificuldades. Para ele, chegar às quartas de final seria “um objetivo alcançado”. A derrota para a Noruega, na avaliação do técnico, foi justa e expôs falhas individuais e coletivas recorrentes desde as Eliminatórias sul-americanas.
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Quatro anos para reagir
O treinador entende que o próximo ciclo até o Mundial de 2030 é suficiente para implementar um projeto de longo prazo, mas alerta que as mudanças precisam começar imediatamente. “Está na hora de trazer de volta o nosso futebol raiz”, afirmou.
Com informações de UOL