Pequim confirmou, nesta segunda-feira (6 de julho de 2026), a realização de um teste de míssil balístico intercontinental (ICBM) a partir de um submarino no Oceano Pacífico, despertando reação imediata de países da Ásia e do Pacífico.
Alcance superior a 5 mil km
De acordo com as autoridades chinesas, o armamento tem capacidade para atingir alvos a mais de 5.000 quilômetros e pode transportar ogivas nucleares. O governo divulgou apenas uma fotografia do lançamento e informou que o projétil caiu no mar, sem detalhar a área exata do impacto.
Pronunciamento de Pequim
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China descreveu o teste como “treinamento de rotina”, sem alvo específico, e ressaltou que “todos os países relevantes foram notificados previamente”.
Reações internacionais
No Japão, o gabinete do primeiro-ministro classificou o episódio como motivo de “grave preocupação” e afirmou que manterá “o mais alto grau de vigilância” sobre as movimentações militares chinesas.
Para a Austrália, o lançamento “desestabiliza a região”, segundo declaração da porta-voz do Ministério do Exterior em Camberra.
Taiwan considerou a ação “uma tentativa de intimidar a comunidade internacional”. A ilha é vista por Pequim como província rebelde e parte integrante de seu território.
Nos Estados Unidos, o Departamento de Estado informou que monitorou o disparo e reiterou a defesa de que a China participe de negociações de controle de armas.
Imagem: Internet
Apoio de Moscou
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que o país asiático exerce seu “direito soberano” de aprimorar suas capacidades militares, acrescentando que a China “não ameaça nenhuma nação” e segue como “aliada e parceira estratégica” da Rússia.
Exercícios navais conjuntos
Além do teste, China e Rússia iniciaram nesta segunda-feira exercícios navais conjuntos, reforçando a cooperação militar entre os dois governos.
As autoridades de defesa de toda a região continuam acompanhando os desdobramentos, enquanto especialistas alertam para o impacto da modernização do arsenal chinês no equilíbrio estratégico asiático.
Com informações de G1