China realiza teste incomum de míssil balístico lançado por submarino no Pacífico

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Um submarino da Marinha do Exército de Libertação Popular (ELP) disparou, na segunda-feira (6), um míssil balístico com ogiva simulada em direção a uma área previamente delimitada no Oceano Pacífico, informou o porta-voz da força naval chinesa, capitão sênior Wang Xuemeng.

Segundo Wang, o lançamento integrou o cronograma anual de treinamento militar de Pequim. O oficial afirmou que “países relevantes” foram avisados antes da operação, conduzida, de acordo com ele, em conformidade com o direito internacional e “sem alvo específico”. A China não detalhou qual modelo de míssil foi empregado.

Reações internacionais

Nova Zelândia e Austrália criticaram a iniciativa. O chanceler neozelandês, Winston Peters, declarou que o projétil foi lançado na direção da Zona Livre de Armas Nucleares do Pacífico Sul, criada em 1986 pelo Tratado de Rarotonga, cujos protocolos II e III foram assinados pela China em 1987. Peters classificou o teste como “indesejado e preocupante” e disse que a região não quer servir de campo de provas para mísseis chineses.

A ministra australiana das Relações Exteriores, Penny Wong, descreveu o disparo como “desestabilizador” diante da rápida expansão militar chinesa, que, segundo ela, carece de transparência. O governo japonês também expressou “sérias preocupações” e pediu a Pequim que reavalie novas ações do tipo.

Posição dos Estados Unidos

O Departamento de Estado norte-americano informou ter monitorado o lançamento, que classificou como um míssil balístico intercontinental sem carga nuclear. Washington pediu que a China participe de conversas “significativas” sobre controle de armamentos e reiterou preocupação com o crescimento considerado pouco transparente do arsenal nuclear chinês.

Capacidades navais chinesas

A Marinha do ELP dispõe dos mísseis balísticos JL-2 e JL-3, este último com alcance capaz de atingir o território continental dos Estados Unidos a partir de águas próximas à costa chinesa. O principal submarino estratégico do país é o Tipo 094 (classe Jin), com seis unidades em operação. O JL-3 foi testado publicamente pela primeira vez em 2018 e novamente em 2019, segundo o Projeto de Defesa contra Mísseis do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).

Contexto de testes recentes

Embora testes de mísseis sejam comuns entre potências nucleares — os Estados Unidos dispararam quatro Trident em setembro, a Índia testou um míssil submarino em dezembro e a Rússia realizou ensaio semelhante em outubro — a China raramente divulga seus lançamentos. O último teste chinês de um ICBM no Pacífico ocorreu em setembro de 2024, quando um DF-31B partiu da ilha de Hainan em direção ao mar próximo à Polinésia Francesa, fato que interrompeu um intervalo de 44 anos sem lançamentos oceânicos do tipo.

Relatórios recentes do Departamento de Defesa dos EUA apontam que, em dezembro de 2024, Pequim realizou múltiplos lançamentos de ICBMs a partir de silos no oeste do país, demonstrando capacidade de disparo rápido, e que o ELP vê esses testes como parte de uma estratégia de dissuasão nuclear de intensidade média a alta.

Com informações de CNN Brasil

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.