A polícia da Ucrânia confirmou nesta terça-feira (7) que Anastasiia Berezovska, de 39 anos, principal suspeita de uma tentativa de assassinato com um pacote-bomba em Mônaco, foi localizada morta no território ucraniano.
De acordo com comunicado oficial, o corpo da mulher apresentava ferimentos provocados por disparo de arma de fogo. Dois homens foram detidos pelo homicídio: um ex-integrante das forças de segurança ucranianas e um agente em atividade da Direção-Geral de Inteligência (GUR) do Ministério da Defesa.
A investigação indica que Berezovska voltou recentemente ao país, manteve contato com familiares e com os dois suspeitos, e realizou diversas transferências bancárias e em criptomoedas para as contas deles. As autoridades apuram se o trio também participou do ataque em Mônaco.
Atentado em Mônaco
O ataque ocorreu na noite de 29 de junho de 2026, em um hotel próximo à fronteira com a França, e tinha como alvo o oligarca ucraniano Vadim Irmolaiev. A explosão deixou Irmolaiev e outras duas pessoas feridas: um casal entre 50 e 60 anos e um adolescente de 13 anos. Todos foram transferidos para um hospital em Nice, na França.
Segundo o procurador-geral de Mônaco, Stéphane Thibault, o artefato estava dentro de uma bolsa ou pacote deixado no saguão do prédio. Imagens de câmeras de segurança registraram um homem abandonando uma mochila pouco antes da detonação.
Berezovska passou a ser procurada após ter sido vista na Alemanha dias depois da explosão. A polícia de Mônaco, em cooperação com autoridades francesas, emitiu mandado internacional de prisão contra ela.
Imagem: Internet
O ministro do Interior de Mônaco, Patrice Cellario, classificou o episódio como “sem precedentes” no principado. Já o príncipe Albert II lamentou o “crime atroz” e anunciou o reforço das medidas de segurança no microestado.
O bilionário Irmolaiev está sob sanções da Ucrânia desde dezembro de 2023, por manter negócios na Crimeia, península ocupada pela Rússia.
Com informações de G1