Teerã – O governo iraniano declarou nesta terça-feira (7) que não retomará as negociações de paz com os Estados Unidos enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, mantiver ameaças militares contra o país. A posição foi anunciada pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, em meio a grandes atos populares que pedem vingança pela morte do ex-líder supremo Ali Khamenei.
Ataques verbais de Trump
Na segunda-feira (6), durante coletiva na Casa Branca, Trump afirmou preferir um acordo, mas disse não descartar uma ofensiva contra o Irã. “Ou fazemos um acordo ou terminamos o trabalho. Podemos derrubar as pontes deles em uma hora, podemos cortar o fornecimento de energia”, declarou o presidente.
Araqchi qualificou as declarações como violação do memorando de entendimento firmado no mês passado, que suspendeu temporariamente a guerra iniciada em 28 de fevereiro. “As negociações para um acordo final não começarão se as ameaças continuarem. Honre sua assinatura”, escreveu o chanceler em rede social, ao publicar imagem da multidão que acompanha o funeral de Khamenei.
Clima de comoção e protestos
Desde sábado (4), milhares de iranianos percorrem as ruas de diversas cidades para se despedir de Khamenei, morto no primeiro dia do conflito, e de quatro familiares que também faleceram no ataque. Nesta terça, os caixões chegaram a Qom, importante centro religioso do país.
Na véspera, em Teerã, uma massa vestida de preto ocupou avenidas a partir da Praça Azadi. Cartazes e faixas exibiam pedidos de vingança e até de morte de Trump. “Hoje é um dia muito difícil. Não estamos aqui para nos despedir, mas para nos vingar”, afirmou a participante Fátima Hassan.
Imagem: Internet
As manifestações aumentam a tensão entre Washington e Teerã, enquanto o governo iraniano exige o fim de ameaças como condição para qualquer avanço diplomático.
Com informações de G1