EUA bombardeiam alvos no Irã após ataques a três petroleiros no Estreito de Ormuz

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WASHINGTON / TEERÃ — Os Estados Unidos lançaram uma série de bombardeios contra posições iranianas na terça-feira (7) em resposta ao ataque a três navios-tanque ocorrido entre segunda (6) e terça-feira no Estreito de Ormuz, rota por onde transita cerca de 20% do petróleo e do gás comercializados no mundo.

Em comunicado, o Comando Central dos EUA (Centcom) afirmou que a operação buscou “impor um alto custo a quem atingir embarcações comerciais tripuladas por pessoas inocentes em uma via internacional”. O órgão classificou a ação iraniana como “injustificada, perigosa e clara violação do cessar-fogo” assinado no mês passado.

Irã fala em violação de acordo

O vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Kazem Gharibabadi, declarou que os ataques norte-americanos rompem o memorando de entendimento firmado em junho e prometeu “medidas decisivas”. Segundo ele, a revogação de uma isenção que permitia a exportação de petróleo iraniano — anunciada pelo Departamento do Tesouro dos EUA na mesma terça-feira — também contraria o pacto.

A pasta norte-americana informou que as transações cobertas pela licença terão período de transição até 17 de julho. Para o Ministério das Relações Exteriores do Irã, a decisão evidencia “má-fé, inconsistência e falta de confiabilidade” de Washington.

Detalhes dos incidentes com navios

A agência britânica UK Maritime Trade Operations (UKMTO) registrou três ocorrências em 24 horas:

  • Segunda (6): um petroleiro reportou incêndio após projétil atingir a casa de máquinas;
  • Terça (7): outra embarcação foi atingida ao deixar o estreito, mas seguiu viagem até o destino;
  • Terça (7): um terceiro navio sofreu danos estruturais leves.

Não houve vítimas.

Condenação de Catar e Arábia Saudita

Catar e Arábia Saudita declararam que petroleiros de suas bandeiras — Al-Rekayyat e Wadyan, respectivamente — foram atingidos e responsabilizaram o Irã. Doha qualificou Teerã como “totalmente responsável” e pediu o fim de práticas que coloquem em risco o abastecimento energético global. Riad considerou os ataques “ameaça à segurança da navegação internacional”.

O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, rebateu, dizendo que embarcações que não coordenam rotas com Teerã ou alteram sistemas de rastreamento podem sofrer colisões, o que dificultaria os esforços iranianos para garantir “travessia segura”.

Cessar-fogo e administração do estreito

O memorando assinado em junho por EUA e Irã prorrogou o cessar-fogo bilateral e incluiu 14 pontos. Entre eles estão a promessa iraniana de jamais desenvolver arma nuclear e a criação de um fundo de US$ 300 bilhões para reconstrução do país, sem obrigação de aporte norte-americano. O texto também prevê que Irã e Omã negociem com outros países do Golfo a futura gestão do Estreito de Ormuz.

Teerã chegou a fechar a passagem em 28 de fevereiro, após bombardeios de EUA e Israel, e instituiu a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico para administrar licenças de navegação. A agência estatal Fars noticiou que, pelo novo acordo, a hidrovia passaria a ser gerida conjuntamente por Irã e Omã, com possibilidade de cobrança de taxas de serviço dos navios.

Até o momento, Washington afirma que “continuará a trabalhar de boa-fé” por um acordo definitivo, enquanto Teerã ameaça reagir caso considere seus interesses nacionais ameaçados.

Com informações de G1

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.