Washington/Teerã — As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram nesta terça-feira (7) uma série de bombardeios contra alvos no Irã em reação ao ataque a três embarcações comerciais que navegavam pelo Estreito de Ormuz, informou o Comando Central (Centcom).
Em comunicado, o Centcom afirmou que a operação busca impor “custos elevados” a Teerã por atingir navios civis em uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. Uma fonte do governo norte-americano disse à agência Reuters que os mísseis atingiram sistemas de defesa aérea iranianos, além de lançadores de drones e de projéteis.
Explosões em Sirik
A televisão estatal iraniana relatou múltiplas explosões na cidade portuária de Sirik, no sul do país, próxima ao Estreito de Ormuz. Até o momento, não há confirmação sobre vítimas nem sobre a extensão dos danos.
O ministro das Relações Exteriores do Irã declarou que os ataques norte-americanos violam o cessar-fogo firmado em março e afirmou que o país responderá com “ações decisivas”.
Ataque a navios
Mais cedo, a agência britânica de segurança marítima UKMTO informou que três navios foram atingidos por projéteis na área, sem deixar feridos. O governo do Catar identificou um dos alvos como o petroleiro Al Rekayyat e responsabilizou o Irã. Nos bastidores, autoridades dos EUA também culpavam Teerã.
Negociações em curso
Apesar da escalada militar, representantes de Washington e Teerã seguem negociando um acordo de paz definitivo, segundo um funcionário norte-americano ouvido pela Reuters. O controle e a segurança de navegação no Estreito de Ormuz continuam sendo um dos principais pontos de discórdia.
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Retomada das sanções
Em paralelo à ofensiva, a Casa Branca restabeleceu sanções ao setor petrolífero iraniano, revogando uma licença concedida em junho que permitia a exportação de petróleo bruto e derivados até 21 de agosto. O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou a decisão, qualificando-a como violação do Memorando de Islamabad, e prometeu “todas as medidas necessárias” para proteger seus interesses.
Até a última atualização desta reportagem, não havia informações oficiais sobre o número de vítimas nem sobre possíveis novos desdobramentos militares.
Com informações de G1