Sevilha, 12 jul. 2026 – O incêndio que atingia a província de Almería, no sul da Espanha, foi considerado estabilizado neste domingo (12), depois de quatro dias de combate, informou o presidente do governo da Andaluzia, Juan Manuel Moreno Bonilla.
As chamas, iniciadas na quinta-feira (9), provocaram a morte de 13 pessoas, obrigaram quase 1.500 moradores a deixar suas casas e devastaram cerca de 7.000 hectares – área equivalente a 380 estádios do Maracanã – em um perímetro superior a 40 quilômetros. Segundo as autoridades, o fogo chegou a avançar a uma velocidade de 100 metros por minuto.
Condições meteorológicas mais favoráveis, com ventos menos intensos e maior umidade, permitiram que as equipes de bombeiros controlassem o avanço das chamas, descritas por Moreno Bonilla como “um dos incêndios mais cruéis” da história recente da região. “As condições da noite foram extremamente positivas. Podemos anunciar a estabilização”, declarou o governante andaluz.
Com o anúncio, os primeiros moradores começaram a retornar às suas residências neste domingo. O processo de volta acontecerá “de maneira escalonada”, segundo Moreno, que classificou o momento como “o princípio do fim do incêndio terrível”.
A maioria das vítimas fatais era formada por estrangeiros que residem ou passam temporadas na Andaluzia, destino procurado principalmente por britânicos em busca do clima ensolarado. O número de desaparecidos ainda não foi definido; autoridades aguardam a conclusão de autópsias e a identificação dos corpos, procedimento que enfrenta atrasos pela necessidade de coletar amostras de parentes que se deslocam de outros países.
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O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, deve visitar a área atingida nesta segunda-feira (13).
A Espanha figura entre os países europeus mais expostos aos efeitos das mudanças climáticas, registrando ondas de calor mais frequentes e prolongadas. No ano passado, incêndios florestais destruíram quase 400 mil hectares no território espanhol, deixando oito mortos, segundo o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais.
Com informações de G1