WASHINGTON – O senador norte-americano Lindsey Graham (Partido Republicano-Carolina do Sul) morreu na noite de sábado (11) em razão de uma dissecção da aorta causada por doença cardiovascular arteriosclerótica. O resultado preliminar da autópsia foi divulgado neste domingo (12) pelo gabinete do parlamentar.
O laudo, emitido pelo Instituto Médico Legal do Distrito de Colúmbia, detalha que o certificado de óbito definitivo ainda depende de exames toxicológicos e análises microscópicas. No primeiro comunicado, a equipe do senador havia descrito apenas uma “doença breve e repentina”.
Repercussão em Washington
Em entrevista ao programa “Meet the Press”, da NBC, o presidente Donald Trump lamentou a perda. Ele contou ter falado por telefone com Graham na noite de sábado, pouco depois de o congressista retornar de uma missão oficial a Kiev, na Ucrânia. Trump determinou que as bandeiras em prédios federais permaneçam a meio-mastro até o próximo sábado.
Carreira e sucessão
Graham cumpria o quinto mandato no Senado e pretendia disputar a reeleição em novembro. Ele presidia o Comitê de Orçamento da Casa e era considerado uma das vozes mais influentes em política externa. Eleito para o Congresso em 2002, construiu reputação de defensor de ações militares e do fortalecimento da defesa nacional.
De acordo com a legislação da Carolina do Sul, o governador Henry McMaster, também republicano, nomeará um substituto temporário que permanecerá no cargo até janeiro. Em nota, McMaster classificou o senador como “insubstituível”. Graham não era casado, não deixou filhos e tinha como parente mais próxima a irmã, Darline Graham Nordone.
Última agenda internacional
Na semana passada, o senador integrou delegação que visitou Kiev e anunciou a intenção de ampliar sanções dos Estados Unidos contra a Rússia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou-se “profundamente entristecido” e chamou Graham de “verdadeiro defensor da liberdade”.
Imagem: Internet
Aliado de Trump após relação conturbada
A convivência entre Graham e Trump começou com trocas de críticas durante as primárias de 2016, mas o senador aproximou-se do então presidente após a vitória republicana. Mesmo após discordâncias, como a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021, o parlamentar voltou a alinhar-se ao Palácio Oval e tornou-se presença constante em eventos oficiais e partidas de golfe com o presidente.
Reações no Congresso e no exterior
O líder da maioria no Senado, John Thune (Republicano-Dakota do Sul), afirmou que a Casa perde “um defensor firme dos Estados Unidos”. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou Graham como “grande amigo de Israel e patriota americano”.
Com 53 cadeiras republicanas contra 47 democratas, a morte de Graham reduz temporariamente a já apertada vantagem do partido na Casa.
Com informações de G1