Washington, 12 de julho de 2026 – As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram, neste domingo (12), uma segunda série de bombardeios contra instalações militares do Irã, intensificando a escalada iniciada horas antes no Estreito de Ormuz. Segundo uma autoridade americana, os alvos incluíram sistemas de mísseis, defesas aéreas e embarcações da Guarda Revolucionária Islâmica.
Sequência de ações
Ataque iraniano ao navio – A crise começou na madrugada de domingo, quando um navio porta-contêineres com bandeira do Chipre foi atingido próximo à costa de Omã. A embarcação pegou fogo e registrou danos graves na casa de máquinas. Vinte e três tripulantes foram resgatados; um marinheiro indiano continua desaparecido.
Primeira resposta dos EUA – Como retaliação, Washington bombardeou cerca de 140 posições iranianas, atingindo locais de lançamento de mísseis e drones, depósitos de munição e centros de comunicação.
Retaliação iraniana – Teerã respondeu lançando projéteis contra Bahrein, Kuwait, Catar, Jordânia e Omã – países que abrigam bases ou instalações estratégicas dos EUA. O Catar informou três feridos por estilhaços; o Kuwait relatou danos em postos de fronteira e em uma plataforma marítima; a Jordânia registrou impactos de três mísseis, sem vítimas.
Segundo bombardeio americano – Horas depois, aviões norte-americanos voltaram a atacar, desta vez atingindo pontos em Bandar Abbas, Hajiabad e na ilha de Qeshm. Explosões foram relatadas nas três localidades.
Ameaça ao corredor energético
O governo iraniano declarou o fechamento do Estreito de Ormuz “até a redução das tensões” e ameaçou expandir ataques a bases estrangeiras na região caso haja novas ofensivas. A Casa Branca nega o bloqueio e afirma que a passagem segue operando, embora com fluxo reduzido. Mais de 140 navios cruzaram a rota na última semana, de acordo com o Comando Naval dos EUA.
Antes do conflito, cerca de 20% do petróleo e do gás natural comercializados globalmente transitavam diariamente pelo estreito, considerado vital para o mercado energético mundial.
Imagem: Internet
Negociações em risco
Os ataques ocorrem perto da metade do prazo de 60 dias previsto em um acordo provisório que busca encerrar a guerra. O presidente Donald Trump declarou na semana passada que o entendimento “acabou”, mas mediadores como Paquistão, Catar e Egito ainda tentam restabelecer o diálogo.
Em comunicado, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que um retorno a hostilidades em larga escala no Golfo teria “consequências catastróficas”.
O novo líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, prometeu vingança pela morte de seu pai, Ali Khamenei, ocorrida em 28 de fevereiro, episódio que marcou o início do conflito atual.
Com informações de G1