O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fará um pronunciamento em rede nacional na noite de quinta-feira (16) para apresentar informações de inteligência recém-desclassificadas sobre a eleição de 2020 e apontar supostas vulnerabilidades em urnas eletrônicas. A informação foi dada por uma autoridade do governo à agência Reuters nesta segunda-feira (13), sob condição de anonimato.
Segundo essa fonte, Trump pretende destacar o que a Casa Branca considera falhas que poderiam permitir ataques cibernéticos de governos estrangeiros contra as máquinas de votação. Órgãos eleitorais federais e estaduais, porém, reiteram que os equipamentos são seguros e afirmam não haver indícios de invasões capazes de alterar resultados em pleitos passados.
Repetição de alegações sobre 2020
No discurso, que será transmitido pela televisão, Trump pode voltar a declarar, sem apresentar provas, que perdeu para o democrata Joe Biden em 2020 devido a uma fraude de grande escala. A acusação já foi rejeitada por tribunais, por auditorias eleitorais independentes e pelo Departamento de Justiça, que não encontraram evidências de manipulação de votos ou interferência nas urnas eletrônicas. Na ocasião, a Agência de Segurança de Infraestrutura e Cibersegurança (Cisa) classificou a votação de 2020 como “a mais segura da história dos Estados Unidos”.
Supervisão federal ampliada
Desde o retorno de Trump à Casa Branca, o governo intensificou a supervisão federal sobre a organização das eleições e propôs mudanças no sistema de votação. Especialistas em direito eleitoral alertam que tais iniciativas podem retirar competências dos estados, contrariando a Constituição norte-americana.
Imagem: Internet
Com as eleições legislativas de novembro se aproximando — pleito que definirá o controle do Congresso —, líderes democratas e analistas de segurança eleitoral temem que o Executivo tente influenciar o processo. Para estudiosos consultados pela Reuters, ao insistir que a eleição de 2020 foi ilegítima, Trump prepara terreno para contestar possíveis derrotas republicanas e questionar vitórias democratas.
Com informações de G1