Teerã – O ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad foi colocado em prisão domiciliar sob acusação de manter contatos com o serviço de inteligência de Israel, o Mossad. A informação consta de reportagem publicada pelo The New York Times nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026.
Segundo o jornal norte-americano, a Guarda Revolucionária Islâmica investigou ligações entre Ahmadinejad e agentes israelenses. O inquérito teria revelado reuniões secretas em Budapeste, custeadas por Israel, além de repasses para cobrir despesas de viagem e moradia do ex-mandatário.
A apuração indica que o Mossad pretendia utilizar Ahmadinejad em um plano para derrubar o regime dos aiatolás. Em troca, o político, que chefiou o Executivo de 2005 a 2013, voltaria à Presidência do Irã.
Após o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, em 28 de fevereiro, agentes israelenses teriam levado Ahmadinejad para um esconderijo secreto. A operação, porém, falhou: ele abandonou o local e retornou ao território iraniano, onde foi detido quando as autoridades descobriram a suposta conspiração.
Em março, agências internacionais chegaram a noticiar a morte de Ahmadinejad durante um bombardeio à sua residência, ocorrido na mesma data dos primeiros ataques. O governo iraniano não confirmou a informação, que foi desmentida por veículos de imprensa do país.
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No sistema político iraniano, o presidente divide o poder com o líder supremo, autoridade máxima religiosa e política. O cargo é atualmente ocupado por Mojtaba Khamenei, que assumiu após a morte de seu pai, Ali Khamenei, em fevereiro de 2026.
Com informações de Poder360