13 de julho – O presidente da Federação Senegalesa de Futebol, Abdoulaye Fall, afirmou nesta segunda-feira que o médico da seleção principal não possuía a qualificação desejada para acompanhar a equipe durante a Copa do Mundo na América do Norte.
Segundo Fall, o profissional designado para o torneio, Abderahmane Fediore, tem formação em ginecologia. A descoberta, de acordo com o dirigente, ocorreu pouco antes da competição, gerando insegurança entre os jogadores sobre o suporte médico disponível.
“Pelo retorno que recebi, os atletas não se sentiram suficientemente seguros com o nível de assistência que teriam”, declarou o presidente em entrevista coletiva. Para contornar a situação, a entidade contratou especialistas adicionais “para que todos se sentissem protegidos, porque a saúde vem em primeiro lugar”, completou.
Entidade médica rebate
A Associação Senegalesa de Medicina Esportiva contestou as críticas, classificando-as como “infundadas e difamatórias”. Em nota, a entidade afirmou que Fediore possui diploma de especialização em medicina esportiva e biologia do esporte pela Faculdade de Medicina da Universidade Cheikh Anta Diop.
A associação também destacou que o médico chefiou o departamento de fisioterapia do Hospital Fann, trabalha com a seleção desde 2017 e participou de três Copas do Mundo e cinco edições da Copa Africana de Nações.
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Mudanças após campanha abaixo do esperado
Os desdobramentos médicos ocorrem dias depois de a federação demitir o técnico Pape Bouna Thiaw, no sábado, alegando desempenho insatisfatório no Mundial. Campeã africana em janeiro, após vitória sobre Marrocos, a equipe senegalesa perdeu para França e Noruega na fase de grupos e, já nos 16-avos de final, deixou escapar vantagem de 2 a 0 diante da Bélgica, sendo derrotada por 3 a 2 na prorrogação.
Fall não comentou possíveis substitutos para o comando técnico nem definiu quem assumirá a chefia do departamento médico no curto prazo.
Com informações de UOL