Teerã – Uma autoridade de segurança de alto escalão iraniana declarou que o Irã reagirá com uma “resposta devastadora” se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumprir a ameaça de bombardear a Montanha Pickaxe, também conhecida em farsi como Kuh-e Kolang.
“Se Trump concretizar suas ameaças, daremos uma resposta devastadora, e o preço será pago pelos soldados americanos e seus parceiros regionais”, disse a fonte à CNN.
Ameaça de ataque
Na última segunda-feira (13), em entrevista ao programa “The Hugh Hewitt Show”, Trump afirmou que a Montanha Pickaxe “está na lista” de alvos e que os EUA “provavelmente” executarão um ataque em breve. O presidente acrescentou que “não há atividade” visível no local, mas que o Irã “não está se saindo bem” em relação ao seu programa nuclear. “Toda vez que ouvimos falar sobre isso, explodimos. Então, provavelmente daremos uma chance à Pickaxe em breve”, completou.
A autoridade iraniana rebateu, classificando como “falsas” as alegações norte-americanas de que atividades nucleares ocorrem no interior da montanha.
Repercussões no Estreito de Ormuz
Sobre o Estreito de Ormuz – declarado “fechado” pelo Irã no fim de semana –, a mesma fonte afirmou que o país “não recuará na defesa dos direitos do povo iraniano”. Segundo ela, a decisão de Trump atacar ou não a Montanha Pickaxe “não fará diferença” na implementação dos acordos firmados por Teerã para a região.
Montanha altamente protegida
Localizada próxima à instalação de enriquecimento de urânio de Natanz, a Montanha Pickaxe abriga dois sistemas de túneis subterrâneos e é considerada por especialistas uma das estruturas militares mais protegidas do Irã. Analistas afirmam que as galerias estariam fora do alcance até mesmo de bombas “bunker buster”, projetadas para perfurar abrigos fortificados.
Embora o governo iraniano nunca tenha confirmado oficialmente a finalidade do complexo, autoridades dos EUA e especialistas em proliferação suspeitam que o local esteja ligado ao programa nuclear do país.

Imagem: Internet
Movimentação recente no local
Registros obtidos pela empresa Vantor indicaram a entrada e saída de veículos nos túneis em 21 de junho, durante a vigência de um memorando de entendimento assinado em 17 de junho entre Washington e Teerã.
Imagens de alta resolução analisadas pelo Instituto para Ciência e Segurança Internacional mostraram, em 10 de fevereiro de 2026, concreto recém-aplicado nas entradas oeste e leste dos túneis, além de caminhões e equipamentos de construção – sinais de reforço da estrutura contra possíveis ataques aéreos.
Essas fotos integram investigação visual divulgada pela CNN na sexta-feira (10), que apontou novas atividades em diversas instalações nucleares e de mísseis iranianas, levantando dúvidas sobre o cumprimento do acordo bilateral.
Procurado, o Pentágono respondeu que não comenta condições de combate nem assuntos de inteligência por razões de segurança operacional. O governo do Irã não se pronunciou.
Com informações de CNN Brasil