Brasília – Levantamento divulgado pela Quaest nesta quarta-feira, 15 de julho, indica que 62% dos eleitores acreditam que a apuração envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o Banco Master prejudica a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição em 2026.
Do total de entrevistados, 37% classificam o impacto como “muito negativo” e 25% o definem como “negativo, ainda que pequeno”. Outros 22% avaliam que não há efeito sobre a campanha, enquanto 16% não souberam responder.
Percepção sobre a conduta do senador
A pesquisa revela também que 61% consideram que Wagner agiu de forma errada na relação com o banco, ante 11% que não veem irregularidades. Segundo a Polícia Federal, o parlamentar teria recebido benefícios como uso de aviões particulares, ingressos para shows, compra dissimulada de um apartamento de luxo e pagamentos a empresas ligadas à família. Em contrapartida, teria atuado no Congresso em favor de pautas de interesse do Banco Master, incluindo emendas sobre crédito consignado e questões relativas ao Fundo Garantidor de Créditos.
Responsabilidade institucional ou individual
Para 43% dos brasileiros, o caso representa um problema institucional do governo Lula; 35% o veem como assunto restrito ao senador. Há ainda 22% que não souberam opinar.
Nível de informação sobre o caso
Apesar da repercussão, 54% afirmam desconhecer os detalhes da investigação. Outros 31% dizem estar bem informados e 15% relatam ter ouvido falar, mas sem domínio completo do tema.
Metodologia
Encomendado pela Genial Investimentos, o levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-07181/2026.
Imagem: Carlos Moura
Outros resultados do estudo
No cenário de primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 28%. Em eventual segundo turno, o petista tem 45% contra 37% do senador fluminense. A pesquisa identificou ainda que, após vídeos em que Michelle Bolsonaro relata ter sido humilhada por Flávio, 42% dos entrevistados dizem concordar mais com ela, enquanto 18% apoiam a posição do parlamentar.
Fim.
Com informações de G1