Campina Grande (PB) – O Ministério da Educação (MEC) exonerou o professor Antônio Lisboa Leitão de Souza da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) após concluir processo administrativo disciplinar que comprovou assédio sexual e moral contra alunas. A portaria com a demissão foi publicada no Diário Oficial da União na terça-feira (14) e assinada pelo ministro da Educação, Leonardo Osvaldo Barchini Rosa.
De acordo com o documento, o docente “valeu-se do cargo” para praticar condutas de conotação sexual e de assédio moral. Não foram detalhados, porém, os episódios que originaram as denúncias nem o período em que ocorreram. Também não há referência a investigações criminais em andamento.
Atuação religiosa
Além da carreira acadêmica, Antônio Lisboa foi ordenado diácono pela Diocese de Campina Grande em 2015. Em maio de 2026, foi transferido da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário para a Paróquia de Nossa Senhora das Dores e São Lucas. A Diocese foi procurada para comentar a demissão, mas não respondeu até o fechamento desta reportagem.
Processo de 2017 já arquivado
O professor figurou como réu em ação por assédio sexual contra duas mulheres em 2017. Na ocasião, obteve a suspensão condicional do processo, cumprindo prestação de serviços comunitários e comparecendo regularmente à Justiça. Com o término do prazo e sem descumprimentos, a Justiça declarou extinta a punibilidade e arquivou o caso.
Carreira na universidade
Antes da exoneração, Sousa era professor associado da UFCG e integrante permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd-UAED-CH). Entre 2014 e 2016, foi membro e vice-presidente do Conselho Municipal de Educação de Campina Grande.

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Defesa e trâmites
Em nota, a defesa informou ter recebido a decisão “com perplexidade”, alegou que pedidos apresentados no processo administrativo não foram apreciados e afirmou que o docente já foi absolvido pela Justiça Criminal de Campina Grande em procedimento relacionado aos mesmos fatos. A defesa pretende recorrer para tentar reverter a demissão.
A Comissão Permanente de Processo Administrativo Disciplinar (CPPAD) da UFCG explicou que o procedimento corre sob sigilo, ainda não transitou em julgado e segue em análise no MEC. Quando houver decisão definitiva, o resultado será encaminhado à universidade para cumprimento. O acesso ao processo só será liberado após a retirada do sigilo.
Com informações de G1