Brasil anuncia uso da Lei de Reciprocidade após tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos

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Brasília – O governo federal informou nesta quinta-feira (16) que iniciará os procedimentos para acionar a Lei de Reciprocidade depois de os Estados Unidos confirmarem a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida norte-americana, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, foi oficializada em 15 de julho e entra em vigor em 22 de julho.

Reação do Executivo

Em nota, o Palácio do Planalto classificou a decisão como “marco lastimável” na história bilateral e declarou não reconhecer a legitimidade de “investigações unilaterais” fora das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O texto ressalta que, nos últimos 15 anos, os Estados Unidos acumularam superávit de US$ 424,5 bilhões na troca de bens e serviços com o Brasil. De acordo com o governo, 76% das importações norte-americanas entraram no país isentas de imposto em 2025, com alíquota média efetiva de 3,1%.

Motivos alegados por Washington

O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) apontou supostas práticas desleais relacionadas a:

  • Sistema de pagamentos instantâneos Pix, que, segundo o órgão, prejudicaria empresas de cartões de crédito dos EUA;
  • Desmatamento ilegal, atribuído a falhas de fiscalização;
  • Regulação de plataformas digitais e casos de pirataria;
  • Trabalho forçado em cadeias produtivas, base para tarifas adicionais de 12,5% anunciadas em junho a 60 países, incluindo o Brasil.

Exceções na nova tarifa

Apesar do aumento, a Casa Branca manteve isentas as importações de carne bovina, carne de frango, café e laranja de origem brasileira.

Próximos passos brasileiros

A Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional em abril de 2025 e regulamentada três meses depois, permite ao Brasil retaliar países ou blocos que criem barreiras comerciais. O Itamaraty informou que também levará o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC.

Equipes dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e das Relações Exteriores, além da Assessoria Especial da Presidência, reuniram-se na terça-feira (14) com representantes do USTR. O governo brasileiro reiterou considerar a tarifa “injusta” e defendeu o Pix como “patrimônio nacional e referência internacional”.

Não há previsão de contato direto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano Donald Trump para tentar reverter a decisão.

Com informações de G1

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.