Pentágono vai submeter soldados a testes anuais para identificar queda de testosterona

0

Washington – O secretário da Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, informou nesta quarta-feira (15) que todos os militares com 30 anos ou mais passarão, uma vez por ano, por exames destinados a detectar “deficiência de testosterona”. O procedimento será incorporado ao check-up médico obrigatório das Forças Armadas, enquanto integrantes com menos de 30 anos poderão participar de forma voluntária.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Hegseth afirmou que o objetivo é manter as tropas “fortes, resilientes e capazes” diante das exigências do campo de batalha moderno. Segundo ele, o tratamento de reposição hormonal será opcional.

Programa não detalha quais doenças pretende combater

Questionado sobre quais condições médicas seriam alvo da nova política, o Departamento de Defesa remeteu às falas do secretário e não apresentou estudos que respaldem a iniciativa. Também não esclareceu se haverá exames equivalentes para verificar níveis de estrogênio em militares mulheres na perimenopausa.

Antecedentes de uso de hormônios nas Forças Armadas

O debate sobre testosterona ganhou força depois da morte de um recruta dos Navy SEALs em 2022. A investigação encontrou substâncias hormonais em posse do militar e apontou uso disseminado do composto no programa de elite. Em 2023, a Marinha instituiu testes toxicológicos para rastrear anabolizantes e derivados de testosterona. Hegseth sustenta que o novo projeto “não trata de aprimoramento artificial”.

Controvérsias recentes

O secretário já foi alvo de críticas em junho, quando a suspensão da vacinação contra gripe em uma base da Força Aérea no Texas resultou em 300 casos da doença e uma morte. A obrigatoriedade da imunização foi restabelecida após o surto.

Pressão por acesso facilitado ao hormônio

O anúncio ocorre enquanto o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., e outras autoridades do governo Donald Trump defendem regras mais brandas para a prescrição de testosterona. No mês passado, a Food and Drug Administration (FDA) propôs flexibilizar o uso de géis, comprimidos, adesivos e injeções que, hoje, só podem ser indicados a homens com hipogonadismo.

Pentágono vai submeter soldados a testes anuais para identificar queda de testosterona - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Influenciadores ligados ao movimento “Make America Healthy Again”, liderado por Kennedy, promovem o hormônio como solução para rejuvenescimento, ganho de massa muscular e agilidade mental — benefícios que não contam com consenso da comunidade médica.

Evidências científicas e recomendações atuais

Estudos recentes do National Institutes of Health (NIH) apontaram melhora em disfunção erétil, libido e leve impacto no humor de homens mais velhos que usaram testosterona. Outros trabalhos indicam possíveis ganhos em força e densidade óssea. Ainda assim, diretrizes médicas não recomendam triagem de rotina; o padrão é avaliar sintomas e confirmar baixa concentração do hormônio em dois exames de sangue realizados pela manhã, horário em que os níveis são mais estáveis.

As taxas de testosterona diminuem naturalmente com a idade e podem estar ligadas a alterações de humor, ganho de peso e redução do desejo sexual. Especialistas divergem sobre quando a reposição é necessária e quais riscos ela pode oferecer.

Com informações de G1

Share.
Avatar

Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.