Teerã, 16 de julho de 2026 – A liderança iraniana pediu ao grupo rebelde iemenita Houthis que se prepare para fechar o Estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, se os Estados Unidos lançarem ataques contra a infraestrutura de energia do Irã, revelaram três fontes à agência Reuters nesta quinta-feira (16).
Duas autoridades iranianas de alto escalão e um contato próximo aos Houthis, todos sob anonimato, disseram que a orientação partiu da cúpula da República Islâmica e já foi repassada aos combatentes no Iêmen. Segundo a fonte ligada aos rebeldes, mísseis e drones foram posicionados nas proximidades do estreito e encontram-se prontos para atacar embarcações assim que receberem ordem. Militares da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), que atuam em território iemenita, decidirão o momento do fechamento da passagem marítima.
O Estreito de Bab el-Mandeb é a principal rota de exportação de petróleo do Oriente Médio depois de Ormuz, que já se encontra bloqueado. Caso as duas passagens sejam interrompidas simultaneamente, o fluxo global de petróleo sofreria impacto imediato, abrindo nova frente na disputa entre Irã e Estados Unidos.
Teerã classifica os Houthis como parte de seu “Eixo da Resistência”, ao lado do Hezbollah libanês e de facções xiitas iraquianas. Diferentemente desses aliados, os rebeldes iemenitas ainda não ingressaram oficialmente no confronto com Washington. Os EUA acusam o Irã de fornecer armas e treinamento aos Houthis, o que o governo iraniano nega.
Ameaças à Arábia Saudita
Nesta quinta-feira, o líder houthi Abdul Malik al-Houthi advertiu que todo o petróleo saudita e demais instalações essenciais serão alvos de mísseis e drones se Riad se envolver na guerra. Na segunda-feira (13), o grupo já havia disparado projéteis contra a Arábia Saudita após acusar o reino de bombardear um aeroporto sob seu controle, rompendo uma trégua de quatro anos.
Ofensiva dos EUA contra o Irã
Os Estados Unidos intensificaram ações militares na quarta-feira (15), atingindo instalações que, segundo o Pentágono, eram usadas para ameaçar navios no Estreito de Ormuz. Explosões foram registradas próximo a Bandar Abbas, o principal porto iraniano no sul do país. No mesmo dia, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que Teerã “quer muito” chegar a um acordo, mas caberá a Washington decidir.

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Pela manhã, entre 7h e 8h30 (horário de Brasília), bombardeios norte-americanos à ilha iraniana de Grande Tunb mataram sete militares em um quartel perto de Iranshahr, no extremo sudeste do Irã. Horas depois, a Guarda Revolucionária ameaçou fechar outras rotas marítimas que beneficiem os Estados Unidos, declarando que a exportação de petróleo e gás da região seria “ou para todos ou para ninguém”.
As tensões elevam o risco de interrupção simultânea das duas principais vias de escoamento de petróleo do Oriente Médio e aumentam a incerteza sobre a segurança energética global.
Com informações de g1