Justiça alemã transfere ativista de extrema direita para presídio masculino após registro oficial de gênero feminino

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A ativista alemã de extrema direita Marla-Svenja Liebich, de 55 anos, foi levada na quinta-feira, 16 de julho de 2026, para uma penitenciária masculina depois de ser extraditada da República Tcheca para a Alemanha. Inicialmente, as autoridades a colocaram em um presídio feminino em Chemnitz, no estado da Saxônia, mas decidiram no mesmo dia que ela cumprirá a pena em uma unidade masculina.

O Ministério da Justiça da Saxônia informou que a medida foi definida por especialistas penitenciários e não contou com intervenção direta da ministra estadual da Justiça, Constanze Geiert. Em nota, a titular da pasta elogiou a transferência: “Truques, enganos e jogos nunca prevalecem dentro do Estado de direito. Felizmente, o estabelecimento prisional agiu rapidamente para esclarecer a situação e se recusou a participar de encenações”. Segundo Geiert, a principal preocupação foi “a segurança das mulheres no sistema penitenciário de Chemnitz”.

Condenação e fuga

Liebich, figura conhecida da extrema direita no leste alemão, foi sentenciada em 2023 – ainda registrada como homem – a um ano e meio de prisão por incitação ao ódio racial, difamação, insulto e invasão de propriedade. Ela deveria apresentar-se em agosto de 2025, mas desapareceu e passou a ser considerada foragida.

A ativista foi localizada no oeste da República Tcheca no início de abril de 2026. Depois de ter seus recursos contra a extradição negados pelos tribunais tchecos, retornou nesta semana à Alemanha. Durante audiência em maio, Liebich afirmou temer ser enviada a uma prisão masculina.

Lei de Autodeterminação em debate

Em novembro de 2024, quando entrou em vigor a nova Lei de Autodeterminação, a ativista registrou oficialmente o gênero feminino, movimento visto por críticos como tentativa de se beneficiar da legislação. A controvérsia reacendeu discussões sobre eventuais brechas na norma.

O governo liderado pelo chanceler Friedrich Merz já sinalizou que pretende revisar a lei, mas não apresentou mudanças concretas. Integrante da União Democrata-Cristã (CDU), a ministra Constanze Geiert defendeu que as alterações sejam feitas “rapidamente”.

A transferência de Liebich para uma prisão masculina coloca novamente em evidência os critérios aplicados pelo sistema penitenciário alemão em casos envolvendo pessoas trans e a proteção de outros detentos.

Com informações de O Globo

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.