Bronze histórico coloca conjunto brasileiro da ginástica rítmica nos Jogos de Los Angeles 2028

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O conjunto brasileiro de ginástica rítmica encerrou o sábado (15) em festa dupla na Arena Festhalle, em Frankfurt. Com 55,500 pontos somados nas duas séries do Campeonato Mundial, as brasileiras garantiram a terceira colocação geral e, de quebra, a vaga antecipada para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

Na disputa, o sexteto formado por Maria Eduarda Arakaki, Nicole Pírcio, Sofia Madeira, Julia Kurunczi, Mariana Gonçalves e Maria Paula Caminha superou potências tradicionais – entre elas China e Bulgária – e viu apenas Espanha e Japão terminarem à frente na classificação final.

Bronze que vale passagem para Los Angeles

A medalha surgiu após uma maratona competitiva que dividiu as 42 seleções em três grupos. O Brasil competiu no segundo bloco e dormiu momentaneamente na vice-liderança, atrás apenas da Espanha. O resultado definitivo dependia do desempenho de Japão, Bulgária e Rússia no grupo seguinte. Quando o painel mostrou as notas finais, apenas as japonesas ultrapassaram a marca brasileira, confirmando o bronze e o passaporte olímpico.

Os títulos de grupo costumam distribuir vagas diretas para os Jogos; por isso, a colocação entre as três melhores era fundamental. Com o pódio, o país assegura presença no evento de Los Angeles sem precisar passar pelo ciclo classificatório continental.

Execução afinada nas duas séries

Série mista levanta a arquibancada

A primeira metade da pontuação veio da série mista, em que três arcos e duas maças se alternam entre as ginastas. Embaladas por “Abracadabra”, de Lady Gaga, as brasileiras alcançaram 28,700 — segunda maior nota do dia, atrás somente da Espanha. Precisão nos lançamentos a longa distância e sincronia nos intercâmbios impressionaram o júri de dificuldade.

Cinco bolas mantêm regularidade

Na sequência, o conjunto apresentou a rotina de cinco bolas ao som de “Feeling Good”, na voz de Michael Bublé. Embora o 26,800 obtido tenha sido o oitavo escore específico da prova, a nota manteve o time na casa dos 55 pontos, suficiente para sustentá-lo no pódio geral. A soma das notas – mais alta que a da China, atual campeã olímpica, e superior à da Bulgária, ouro em Tóquio 2021 – coroou a consistência do grupo brasileiro.

Segundo pódio mundial consecutivo

A conquista em Frankfurt confirma a regularidade de uma geração que já havia brilhado no Mundial de 2025, disputado no Rio de Janeiro. Na ocasião, o mesmo sexteto arrebatou duas pratas (conjunto geral e série mista). Agora, fora de casa, veio o bronze com peso de ouro pela classificação olímpica antecipada.

O desempenho também reforça a ascensão da seleção sob o comando da técnica Camila Ferezin. Segundo ela, a preparação incluiu simulações exaustivas do momento decisivo: “Independentemente da primeira série, sabíamos que precisávamos voltar fortes menos de uma hora depois. Controlar a emoção é um desafio enorme”, contou à Confederação Brasileira de Ginástica (CBG). A treinadora espera notas ainda mais altas nas finais por aparelho deste domingo.

Próximos compromissos em Frankfurt

O Mundial se encerra neste domingo (16) com as finais específicas. O Brasil volta ao tablado às 6h (de Brasília) na prova de cinco bolas e, às 9h, na série mista. A possibilidade de novas medalhas mantém a delegação em clima de concentração máxima.

Independentemente do resultado nas finais, o país já sai da Alemanha com um feito expressivo: é a primeira vez que a ginástica rítmica brasileira garante a vaga olímpica pela via do pódio mundial em duas edições seguidas. A façanha alimenta a expectativa de repetir — ou superar — o histórico quarto lugar obtido em Tóquio e de lutar pelo primeiro pódio olímpico da modalidade em 2028.

Time brasileiro em Frankfurt

  • Maria Eduarda Arakaki (Alagoas)
  • Nicole Pírcio (São Paulo)
  • Sofia Madeira (Espírito Santo)
  • Julia Kurunczi (Paraná)
  • Mariana Gonçalves (Paraná)
  • Maria Paula Caminha (Amazonas)

Top-3 do Mundial 2026 – Conjunto geral

  1. Espanha – 56,150 pts
  2. Japão – 55,900 pts
  3. Brasil – 55,500 pts

Com a medalha ao peito e a vaga carimbada, a seleção brasileira de ginástica rítmica inicia um novo ciclo olímpico já em vantagem. A meta agora é transformar a experiência adquirida em Frankfurt em degraus rumo ao sonho inédito de subir ao pódio olímpico em Los Angeles.

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Escobar Oliver é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.