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Brasil faz história e conquista todos os ouros da ginástica rítmica nos Jogos Sul-Americanos

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Por Escobar

Linha fina: País venceu as oito provas disputadas em Santa Fé, na Argentina, com dobradinhas no individual, show do conjunto e notas acima das do Mundial.

O Brasil encerrou a participação na ginástica rítmica dos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé 2026, na Argentina, com uma campanha perfeita: entrou em oito disputas por medalha de ouro e venceu todas elas. Foram cinco ouros no individual e três no conjunto, além de cinco medalhas de prata — um aproveitamento de 100% nas finais que reafirmou a hegemonia brasileira na modalidade no continente.

A 13ª edição dos Jogos Sul-Americanos, chancelada pela Organização Desportiva Sul-Americana (Odesul), acontece em Santa Fé até o sábado (26/09). Na segunda-feira (21), nono dia de competições, o Brasil liderava o quadro geral de medalhas com 193 no total — 79 ouros, 62 pratas e 52 bronzes — e a ginástica rítmica foi uma das grandes responsáveis por essa vantagem.

Maria Eduarda Alexandre, o nome do individual

O grande destaque brasileiro no individual foi Maria Eduarda Alexandre. A ginasta conquistou o ouro no individual geral com 114,550 pontos, somando 29,500 no arco, 28,550 na bola, 27,600 nas maças e 28,900 na fita. Ela foi a única brasileira classificada para todas as finais por aparelhos — e não desperdiçou a chance.

Na final do arco, Maria Eduarda marcou 28,600 pontos e subiu ao lugar mais alto do pódio, seguida pela compatriota Geovanna Santos, prata com 27,950. Na bola, o ouro ficou com Bárbara Domingos, que recebeu 28,350 pontos e terminou à frente da própria Maria Eduarda, prata com 28,050. Nas maças, Geovanna Santos brilhou: venceu com 27,850, deixando Maria Eduarda com a prata (26,600) e a argentina Celeste D’Arcangelo com o bronze (26,500). Para fechar, Maria Eduarda voltou ao topo na fita, com 29,100 pontos, enquanto Bárbara Domingos levou a prata com 27,800 e Celeste D’Arcangelo repetiu o bronze, com 26,900.

O domínio foi tamanho que as quatro finais por aparelhos terminaram em dobradinha brasileira — ouro e prata para o Brasil. Somando o individual geral, em que Geovanna Santos foi vice-campeã com 110,150 pontos (29,050 no arco, 24,400 na bola, 28,400 nas maças e 28,300 na fita), o país acumulou cinco dobradinhas na modalidade.

A trajetória de Maria Eduarda no individual geral teve de tudo. Ela abriu a competição com uma apresentação impecável no arco, cravando a série toda, e repetiu o alto nível na bola, sua série mais forte. Nas maças, passou por dificuldades e marcou sua menor nota das finais, mas se recuperou na fita e garantiu o título sul-americano. Geovanna, por sua vez, teve uma prova de bola complicada — perdeu o aparelho para fora da quadra e sofreu grande desconto —, mas se recuperou na fita e no arco para assegurar a prata.

Conjunto “Leoas” completa a festa

Se no individual o Brasil sobrou, no conjunto a história não foi diferente. As “Leoas”, comandadas pela treinadora Camila Ferezin, conquistaram o ouro no conjunto geral no sábado (19), somando 57,000 pontos — 27,800 na série de cinco bolas e 29,200 na série mista, disputada com três arcos e dois pares de maças.

A equipe passou por uma mudança de última hora: Renata Diniz entrou no lugar de Maria Paula Caminha, que se recupera de uma tendinite no joelho. Mesmo com pouco tempo de adaptação, o conjunto respondeu bem nas duas apresentações.

“Estamos muito felizes com esse ouro. Viemos de um Mundial histórico, com a conquista da vaga olímpica e duas medalhas de ouro inéditas, e chegar aos Jogos Sul-Americanos representando o Brasil, dentro da Missão Time Brasil, também tem um significado muito especial para nós. Tivemos uma mudança na composição do conjunto e, mesmo com pouco tempo de adaptação, conseguimos fazer duas boas apresentações. As meninas responderam muito bem, e conquistar esse resultado para o nosso país é motivo de muito orgulho”, disse Camila Ferezin após o título do geral.

No domingo (20), o conjunto voltou ao tapete para a final de cinco bolas e conquistou mais um ouro, com 28,250 pontos. Na segunda-feira (21), veio o oitavo e último ouro brasileiro na modalidade: na final da série mista, as brasileiras marcaram 29,550 pontos — nota superior aos 29,450 obtidos na conquista do Campeonato Mundial de Frankfurt, em agosto, segundo a prefeitura de Londrina, cidade da treinadora Camila Ferezin.

De olho em Los Angeles 2028

A campanha em Santa Fé serviu como termômetro para o planejamento da seleção rumo ao ciclo olímpico de Los Angeles 2028. O Brasil chegou à Argentina embalado pelo Mundial histórico de Frankfurt, onde garantiu a vaga olímpica e conquistou duas medalhas de ouro inéditas, e confirmou nos Jogos Sul-Americanos que segue em outro patamar no continente.

Com 100% de aproveitamento nas finais, dobradinhas em todas as provas individuais e um conjunto cada vez mais consistente, a ginástica rítmica brasileira fechou a participação em Santa Fé com moral máxima — e com a certeza de que o trabalho para 2028 está no caminho certo.

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Escobar Oliver é jornalista e fundador do Rsonoticias. Cobre política, justiça e economia brasileira desde 2022, com compromisso com apuração baseada em fontes verificáveis e linguagem acessível ao leitor comum.