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Final feminina tem recorde de público com 49.405 no Morumbis

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Resumo da Notícia

  • O São Paulo empatou por 1 a 1 com o Corinthians no Morumbis, neste sábado (3), e conquistou o Campeonato Brasileiro Feminino de 2026, com 3 a 2 no placar agregado.
  • O público de 49.405 torcedores estabeleceu o novo recorde sul-americano do futebol feminino entre clubes, superando os 44.529 da final de 2024.
  • O título encerra a sequência de seis conquistas consecutivas do Corinthians e é o primeiro do Tricolor na era do Brasileirão Feminino A1.

O São Paulo é campeão do Campeonato Brasileiro Feminino de 2026. Diante de um Morumbis lotado, o Tricolor empatou por 1 a 1 com o Corinthians na tarde deste sábado (3) e confirmou o título inédito com 3 a 2 no placar agregado — havia vencido o jogo de ida por 2 a 1, na Neo Química Arena. A decisão entrou para a história não apenas pelo resultado em campo, mas pelas arquibancadas: 49.405 torcedores estiveram no estádio, o maior público já registrado em uma partida de futebol feminino entre clubes na América do Sul, segundo a CBF.

A conquista tem sabor especial para as são-paulinas. O título encerra a hegemonia do Corinthians, que havia vencido as seis últimas edições do campeonato e chegava à décima final consecutiva da competição. Para o São Paulo, é o primeiro troféu na era do Brasileirão Feminino A1, o formato atual do torneio, organizado desde 2013.

O jogo: 1 a 1 com defesa de pênalti decisiva

Assim como havia acontecido no primeiro jogo da decisão, o placar foi aberto ainda nos primeiros minutos — desta vez a favor do São Paulo. Aos 10 minutos, Bia Menezes recebeu pela esquerda e, quando a expectativa era de um cruzamento para a área, surpreendeu a goleira Nicole com uma finalização de pouco ângulo, colocando as Soberanas em vantagem e abrindo dois gols de frente no placar agregado, informou o ge.

A resposta corintiana veio rápido. Aos 18 minutos, a goleira Carlinha tentou sair jogando, errou o passe e viu a bola sobrar para Juliete, que aproveitou o gol vazio para deixar tudo igual. O São Paulo ainda chegou a marcar o segundo aos 23 minutos, com Giovanna Crivelari de cabeça, mas o lance foi anulado por impedimento.

Na etapa final, o Corinthians teve a grande chance da virada. Após revisão no VAR, a árbitra Daiane Muniz marcou pênalti em um puxão de Robinha sobre Érika. Gabi Zanotti foi para a cobrança, mas Carlinha se redimiu do erro no gol de empate e defendeu a finalização no canto esquerdo, mantendo o 1 a 1 que garantia a taça ao Tricolor. O Timão pressionou até o fim, mas o São Paulo sustentou o resultado e confirmou a festa, como destacou a imprensa que acompanhou a decisão.

Recorde de público: 49.405 no Morumbis

A finalíssima deste sábado fez história também fora de campo. Com 49.405 pessoas no Morumbis, a partida estabeleceu o novo recorde sul-americano de público em jogos de futebol feminino entre clubes, de acordo com os números divulgados pela CBF. A marca anterior também pertencia a uma decisão entre as mesmas equipes: 44.529 torcedores na final do Brasileirão de 2024, na Neo Química Arena, quando o Corinthians ficou com o título.

O recorde coroa uma trajetória de crescimento da presença de público no futebol feminino brasileiro. No próprio jogo de ida desta final, 21.828 torcedores estiveram na Neo Química Arena — o maior público da modalidade no país na temporada até então, segundo o portal Meu Timão. Para o duelo em Itaquera, todos os setores do estádio foram liberados, com ingressos entre R$ 25 e R$ 60.

A festa no Morumbis teve ainda um simbolismo particular: um dia antes, o time masculino do São Paulo havia perdido para o Santos no mesmo estádio, como noticiou o portal sobre a virada santista. Coube às mulheres salvar o fim de semana tricolor — e elas o fizeram em grande estilo, diante da maior torcida da história do futebol feminino no continente.

O fim da hegemonia corintiana

O título são-paulino interrompe uma das sequências mais dominantes do futebol brasileiro. O Corinthians havia conquistado todas as edições do Campeonato Brasileiro Feminino entre 2020 e 2025 — seis títulos consecutivos — e somava sete taças no total (2018, 2020, 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025), sendo o maior campeão da história da competição. A equipe alvinegra chegou à decisão de 2026 em sua décima final seguida, mas não conseguiu reverter a vantagem construída pelo rival no primeiro confronto.

Para as Brabas, a derrota tem gosto amargo também pelo roteiro. O time de Emily Lima saiu na frente na ida, com gol de Gabi Zanotti, mas sofreu a virada — Giovanna Crivelari empatou e Isa Guimarães completou o 2 a 1. Foi a primeira derrota do Corinthians feminino na Neo Química Arena, um feito inédito alcançado justamente pelo São Paulo, segundo o Lance!.

Na volta, mesmo com o apoio da torcida adversária, o Corinthians lutou até o fim e teve no pênalti desperdiçado por Gabi Zanotti o lance que poderia ter mudado a história da decisão. A cobrança defendida por Carlinha ficará marcada como o momento em que o título escapou entre os dedos das Brabas.

A campanha das Soberanas

O título do São Paulo não foi obra do acaso. O Tricolor fez a melhor campanha da primeira fase do Brasileirão Feminino 2026: 41 pontos em 17 rodadas, com 13 vitórias, dois empates e duas derrotas. A equipe comandada por Thiago Viana terminou ainda com a melhor defesa da competição, tendo sofrido apenas 11 gols em toda a fase classificatória, à frente do próprio Corinthians, segundo colocado com 38 pontos.

O desempenho defensivo se manteve no mata-mata. Em quatro jogos eliminatórios antes da final, o São Paulo sofreu apenas um gol, com três vitórias e um empate. Nas quartas de final, passou pelo Grêmio (0 a 0 fora e 2 a 0 em casa); na semifinal, superou o Flamengo com vitória por 3 a 1 no Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro, com gols de Mylena Carioca, Robinha e Bruna Calderan.

Por ter encerrado a primeira fase na liderança, o São Paulo garantiu o mando de campo no jogo de volta da final — e soube transformar a vantagem em festa diante de quase 50 mil torcedores no Morumbis.

Premiação e vaga na Libertadores

Além do troféu e da glória esportiva, a decisão rendeu cifras importantes para a modalidade. O São Paulo, campeão, recebe R$ 2 milhões em premiação, enquanto o Corinthians, vice-campeão, fica com R$ 1 milhão, segundo o Lance!. Ambas as equipes garantiram ainda vaga direta na próxima edição da Conmebol Libertadores Feminina, o principal torneio de clubes do continente.

A final teve ampla cobertura televisiva e digital: a partida foi transmitida pela Globo, pelo SporTV, pela TV Brasil e pelas plataformas ge tv, UOL e N Sports, levando a decisão a torcedores de todo o país.

Um marco para o futebol feminino

O recorde de 49.405 torcedores no Morumbis vai além de um número. Ele consolida o crescimento do futebol feminino no Brasil, que vem batendo marcas de público ano após ano e ocupando estádios cada vez maiores. Festas como a deste sábado mostram que a modalidade tem torcida, tem audiência e tem futuro — e que o investimento começa a se traduzir em arquibancadas cheias.

Para o São Paulo, o título de 2026 é o primeiro na contagem oficial da CBF, que considera o Brasileirão Feminino a partir de 2013. O próprio clube, porém, reivindica também a Taça Brasil de 1997 como título nacional — torneio que não faz parte da contagem atual da entidade, mas que a diretoria tricolor trata como parte da sua história.

O que ninguém discute é o tamanho do feito: quebrar a hegemonia do maior campeão da história, diante do maior público já visto no futebol feminino sul-americano, em um Morumbis lotado. As Soberanas fizeram história — e deram ao futebol feminino brasileiro uma tarde para ninguém esquecer, na mesma toada das grandes festas que vêm lotando estádios pelo país.

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Escobar Oliver é o responsável pelo conteúdo do RSO Notícias, portal de notícias do Brasil e do mundo.