Resumo da Notícia

  • O Cruzeiro empatou por 4 a 4 com o Corinthians no tempo normal e venceu a disputa por pênaltis por 5 a 4, na final disputada neste sábado (31), em Quito, conquistando a Libertadores Feminina pela primeira vez.
  • O Corinthians chegou a abrir 3 a 0 com dois gols de Gabi Zanotti e um de Vic Albuquerque, mas as Cabulosas reagiram com Byanca Brasil, Vitória Calhau, Ketlin e Letícia Ferreira, que empatou aos 44 minutos do segundo tempo.
  • Na decisão por pênaltis, a goleira Camila defendeu a cobrança de Gi Fernandes e garantiu o título inédito, o prêmio de US$ 2 milhões e a vaga na Copa dos Campeões Feminina da Fifa de 2027.
— receba o próximo capítulo deste assunto

O Cruzeiro é o novo campeão da Libertadores Feminina. Em uma final que já entrou para a história do futebol feminino sul-americano, as Cabulosas empataram por 4 a 4 com o Corinthians no tempo normal, neste sábado (31), no Estádio Rodrigo Paz Delgado, o Casa Blanca, em Quito, e venceram a disputa por pênaltis por 5 a 4. Segundo o Lance, foi uma decisão eletrizante, definida apenas na cobrança decisiva, quando a goleira Camila defendeu o chute de Gi Fernandes e fez explodir a festa mineira no Equador.

O título é inédito e tem peso extra pelo caminho: o Cruzeiro disputava a competição pela primeira vez e derrubou justamente o maior vencedor do torneio. O Corinthians, dono de seis taças da Libertadores Feminina, buscava o sétimo título e o quarto consecutivo. De acordo com a Placar, a equipe alvinegra também chegou à decisão com campanha perfeita, o que torna a virada cruzeirense ainda mais impressionante.

O Corinthians abre 3 a 0 e fica a um passo do hepta

O começo da final foi todo do Corinthians. Logo aos 3 minutos, Gabi Zanotti abriu o placar para as Brabas, que controlaram o primeiro tempo e ampliaram aos 42, de novo com Zanotti. Na volta do intervalo, aos 3 minutos da etapa final, Vic Albuquerque fez o terceiro e deixou a impressão de que a final estava decidida: 3 a 0, com o Corinthians administrando a vantagem e o Cruzeiro obrigado a uma reação que parecia improvável, conforme relatou a Central da Toca.

O cenário era o pior possível para uma equipe estreante em finais continentais. Do outro lado, estava um time acostumado a decidir: campeão em 2017, 2019, 2021, 2023, 2024 e 2025, o Corinthians da técnica Emily Lima já levantava a taça com uma mão quando o jogo mudou por completo.

A reação improvável das Cabulosas

A virada de chave começou aos 6 minutos do segundo tempo, quando a goleira Lelê falhou e Byanca Brasil descontou para o Cruzeiro. Pouco depois, Marília invadiu a área e foi derrubada por Lelê; com o auxílio do VAR, a arbitragem marcou o pênalti, que Vitória Calhau converteu aos 12 minutos, colocando 3 a 2 no placar e devolvendo a esperança à torcida celeste.

O Corinthians ainda respondeu: aos 22 minutos, Vic Albuquerque marcou o seu segundo gol na partida e restabeleceu uma vantagem de dois gols, 4 a 2. Muitas equipes teriam se entregado naquele momento. O time de Jonas Urias, porém, seguiu atacando. Aos 29, Ketlin apareceu de cabeça, após cobrança de escanteio de Byanca Brasil, e fez 4 a 3. A pressão virou sufoco, com o Corinthians recuado tentando segurar o resultado, até que, aos 44 minutos do segundo tempo, Letícia Ferreira subiu mais do que a marcação em bola levantada na área e cabeceou para empatar: 4 a 4, como destacou o Futebol Interior. A decisão iria para os pênaltis.

Camila brilha e decide nos pênaltis

A disputa na marca da cal manteve a mesma tensão dos 90 minutos. Byanca Brasil e Vic Albuquerque converteram as primeiras cobranças; Letícia Ferreira e Duda Sampaio também marcaram. A goleira Lelê defendeu a batida de Pri Back, mas Jaque Ribeiro isolou a cobrança corintiana seguinte e devolveu o equilíbrio. Michelle Romero e Belén Aquino converteram, assim como Vitória Calhau e Thaís Ferreira, e a decisão entrou nas cobranças alternadas.

Lorena Bedoya desperdiçou para o Cruzeiro, mas Gisela Robledo também isolou pelo Corinthians, desperdiçando a chance de garantir o heptacampeonato. Milena Ferreira, então, colocou as Cabulosas em vantagem, e Gi Fernandes foi para a bola com a obrigação de empatar. Foi quando Camila Rodrigues, a goleira cruzeirense, defendeu a cobrança e selou o 5 a 4: Cruzeiro campeão da América pela primeira vez.

Um título que coroa o projeto e amplia a hegemonia brasileira

A conquista coroa o crescimento do projeto de futebol feminino do Cruzeiro, que em poucos anos saiu da estruturação para o topo do continente — movimento que acompanha o avanço da modalidade no país, como mostram as semifinais do Brasileirão Feminino 2026 e o interesse crescente das emissoras, a exemplo dos 110 jogos de futebol feminino que a GE TV transmitirá em 2027. Segundo o Lance, o Brasil chegou à sua 15ª taça em 18 edições da Libertadores Feminina, mantendo a hegemonia nacional no torneio.

Além da taça, o título rende ao Cruzeiro o prêmio de US$ 2 milhões da Conmebol, cerca de R$ 10 milhões, enquanto o Corinthians, vice-campeão, recebe US$ 600 mil. As Cabulosas também garantiram vaga na Copa dos Campeões Feminina da Fifa de 2027, na qual estreiam nas semifinais, e na primeira edição da Copa do Mundo de Clubes Feminina, marcada para 2028, nos Estados Unidos.

Para o Corinthians, fica a frustração de ver escapar um título que esteve nas mãos por boa parte da final — e mais um vice-campeonato em uma temporada de decisões perdidas. Para o Cruzeiro, fica uma noite inesquecível em Quito: a de uma equipe que se recusou a perder, buscou duas desvantagens enormes e, nos pés — e nas mãos — de Camila, levantou a taça mais importante do futebol feminino sul-americano. O público que tem lotado os estádios nas decisões femininas, como na final que registrou recorde de 49.405 torcedores no Morumbis, ganhou mais uma final para guardar na memória.

Siga o Rsonoticias

Canal do WhatsApp

Share.
Avatar

Escobar Oliver é o responsável pelo conteúdo do RSO Notícias, portal de notícias do Brasil e do mundo.