
Resumo da Notícia
- Coritiba venceu o Vitória por 2 a 0 no Couto Pereira, no jogo que encerrou a 33ª rodada do Brasileirão
- Pedro Rocha e Tinga marcaram no segundo tempo e encerraram um jejum de sete jogos sem vitória do Coxa
- Coritiba chega a 42 pontos e abre seis para o Z-4; o Vitória fica com 38, a dois pontos da zona de rebaixamento
O Coritiba voltou a sorrir no Campeonato Brasileiro. Na tarde deste sábado, 31 de outubro, no Couto Pereira, em Curitiba, o Coxa venceu o Vitória por 2 a 0, no confronto direto que encerrou a 33ª rodada, com gols de Pedro Rocha e Tinga, ambos no segundo tempo. O resultado, relatado pela Gazeta Esportiva e pelo UmDois Esportes, encerrou uma sequência de sete jogos sem vitória da equipe paranaense, que não ganhava havia dois meses. Com os três pontos, o Coritiba chegou a 42, assumiu a 11ª colocação e abriu seis pontos de vantagem para a zona de rebaixamento, a cinco rodadas do fim da Série A.
A vitória teve também um significado de recomeço no Alto da Glória. Foi a primeira partida do Coritiba após a demissão do técnico Fernando Seabra, e o time foi comandado de forma interina por Guilherme Bossle. A resposta em campo foi de uma equipe mais agressiva do que nas rodadas anteriores, que empurrou o Vitória para o campo de defesa durante boa parte do jogo e transformou o domínio em gols na etapa final, quando a torcida já começava a demonstrar impaciência nas arquibancadas.
Coxa pressiona, mas o primeiro tempo termina zerado
Desde os primeiros minutos, o roteiro da partida ficou claro: o Coritiba tomou a iniciativa e passou a rondar a área do Vitória, enquanto o time baiano se fechava e tentava explorar os contra-ataques. Segundo a FutNet, foram dos donos da casa as melhores chances antes do intervalo, em um primeiro tempo de muita entrega, mas de pouca precisão no último passe e nas finalizações.
O Vitória, por sua vez, dependia da segurança do goleiro Lucas Arcanjo e da compactação das suas linhas para segurar o empate. O Leão chegou ao Couto Pereira com a pior campanha como visitante do campeonato, sem nenhuma vitória fora de casa em todo o Brasileirão, e o plano de jogo refletiu esse histórico: resistir o máximo possível e tentar surpreender em uma bola isolada. Ao fim da primeira etapa, o placar zerado premiava a estratégia defensiva dos baianos e aumentava a tensão sobre o time da casa, que sabia que um novo tropeço em um confronto direto poderia custar muito caro na reta final.
O peso do contexto era evidente. O Coritiba não vencia em casa havia 69 dias, como lembrou o Futebol Interior, e cada minuto sem gol fazia o jejum parecer maior. Ainda assim, o time voltou do vestiário com a mesma postura ofensiva, decidido a resolver o jogo antes que o nervosismo tomasse conta do Couto Pereira.
Pedro Rocha aproveita o rebote e abre o placar
A insistência paranaense foi recompensada aos 12 minutos do segundo tempo. Sebastián Gómez arriscou uma finalização de longa distância, Lucas Arcanjo espalmou para dentro da área e Pedro Rocha, bem posicionado, aproveitou a sobra e empurrou para o fundo das redes: 1 a 0. O gol explodiu o Couto Pereira e tirou um peso enorme das costas do elenco alviverde, que não comemorava uma vitória desde 31 de agosto, quando bateu o Remo por 3 a 2, fora de casa.
Com a vantagem, o Coritiba ganhou confiança e passou a controlar a partida com mais tranquilidade, sem abrir mão de atacar. O Vitória, obrigado a sair para o jogo, deixou espaços que quase custaram o segundo gol em mais de uma oportunidade. A equipe baiana, que já acumulava três jogos sem vencer antes de entrar em campo, mostrava dificuldade para construir jogadas e pouco ameaçou o gol defendido por Pedro Morisco ao longo da tarde.
A tranquilidade definitiva para os donos da casa viria dez minutos depois do primeiro gol, em uma jogada treinada de bola parada, justamente uma das marcas do trabalho do técnico recém-demitido, como observou o UmDois Esportes.
Tinga completa de cabeça e fecha a conta
Aos 23 minutos da etapa final, Josué cobrou escanteio pelo lado direito, Tiago Cóser apareceu livre na segunda trave e cabeceou para o meio da pequena área. Foi lá que surgiu Tinga: o lateral-direito completou também de cabeça, praticamente em cima da linha, e ampliou para 2 a 0, sacramentando a vitória do Coritiba, conforme registraram a Gazeta Esportiva e o site Jogada10.
O segundo gol enterrou qualquer reação do Vitória, que não teve forças para pressionar nos minutos finais. O Coritiba administrou o resultado com posse de bola e festa da torcida, que celebrou o fim de uma sequência incômoda em um jogo que valia mais do que três pontos: era um duelo direto contra um adversário da mesma faixa da tabela, e uma derrota teria jogado o Coxa de vez para dentro da briga mais apertada contra a degola.
O desempenho coletivo também ajuda a explicar o placar. A defesa, vazada em rodadas recentes, passou sem sofrer gols, e o meio-campo conseguiu impor ritmo durante quase toda a partida. Para um time que vinha de sete jogos de frustração, vencer bem, sem sustos no fim, era exatamente o tipo de resposta que a torcida esperava na estreia do comando interino. O resultado deste sábado se soma a uma rodada que já havia mexido com as duas pontas da tabela, com o Flamengo goleando o Vasco por 4 a 1 no outro jogo que movimentou a 33ª rodada.
Tabela: Coritiba abre seis pontos e o Vitória fica a dois do Z-4
Com a vitória, o Coritiba chegou a 42 pontos e subiu para a 11ª colocação do Brasileirão, posição que hoje coloca o clube na faixa de classificação para a Copa Sul-Americana de 2027. A distância para a zona de rebaixamento passou a ser de seis pontos: quem abre o Z-4 é o Corinthians, com 36. A situação do Coxa, que parecia dramática há algumas semanas, mudou de patamar: segundo os cálculos do Departamento de Matemática da UFMG, repercutidos pelo site No Ataque, o risco de rebaixamento do Coritiba desabou de 8,6% para apenas 0,79% após o fechamento da rodada.
Para o Vitória, o cenário é o inverso. O Leão permanece com 38 pontos, na 14ª posição, agora a apenas dois pontos do Corinthians, o primeiro integrante da zona de rebaixamento — um adversário que o time baiano já havia enfrentado de perto nesta reta final, no empate que deixou o Timão a um ponto do Z-4. O risco de queda dos baianos, ainda de acordo com a UFMG, saltou de 8,3% para 14,7%. Além disso, o Vitória completou quatro jogos sem vencer e manteve a escrita que mais incomoda a sua torcida: segue sem conquistar uma única vitória como visitante em todo o Campeonato Brasileiro, a pior campanha fora de casa da competição.
A briga na parte de baixo, aliás, já vinha esquentando nas últimas semanas, como mostrou o fechamento da rodada anterior do Brasileirão, e promete seguir apertada até as rodadas decisivas, com Corinthians, Vitória, Grêmio e Vasco separados por poucos pontos na luta para escapar das últimas posições.
Os dois times voltam a campo em dias diferentes na 34ª rodada. O Coritiba joga já na terça-feira, às 21h30, contra o Internacional, no Beira-Rio, em Porto Alegre, tentando transformar o alívio deste sábado em uma sequência positiva. O Vitória, por sua vez, recebe o Fluminense na sexta-feira, dia 6 de novembro, no Barradão, em Salvador, onde aposta na força como mandante para reagir e se afastar da zona de perigo. Com cinco rodadas restantes, cada ponto passou a valer uma temporada inteira para quem luta na parte de baixo da tabela.
