
Resumo da Notícia
- O Grêmio empatou por 1 a 1 com o Atlético-MG neste sábado (7), na Arena MRV, em Belo Horizonte, no jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil, e garantiu vaga na final com 3 a 1 no placar agregado.
- Renan Lodi abriu o placar para o Atlético-MG aos 26 minutos do primeiro tempo, e Carlos Vinícius empatou para o Grêmio aos 38; no fim, o Galo ainda perdeu Vitão, expulso aos 42 minutos do segundo tempo.
- É a 10ª final de Copa do Brasil do Grêmio, que busca o hexacampeonato e também assegurou vaga na próxima Libertadores; o adversário da decisão sai de Vasco x Palmeiras, neste domingo (8), e a final será em jogo único, no dia 6 de dezembro, em Brasília.
O Grêmio está em mais uma final de Copa do Brasil. Na noite deste sábado (7), o Tricolor empatou por 1 a 1 com o Atlético-MG na Arena MRV, em Belo Horizonte, no jogo de volta da semifinal, e confirmou a classificação com 3 a 1 no placar agregado, já que havia vencido a partida de ida por 2 a 0. Renan Lodi abriu o placar para o Galo aos 26 minutos do primeiro tempo, e Carlos Vinícius empatou para os gaúchos aos 38, ainda antes do intervalo, segundo o Flashscore. Com o resultado, o Grêmio chega à sua 10ª final da competição, vai em busca do hexacampeonato e, de quebra, garante vaga na próxima edição da Libertadores.
Um empate que valia uma final
O Grêmio chegou a Belo Horizonte com uma vantagem confortável, mas longe de ser definitiva. Os 2 a 0 construídos no jogo de ida obrigavam o Atlético-MG a vencer por três gols de diferença para avançar no tempo normal, ou por dois para levar a decisão da vaga aos pênaltis. Diante de sua torcida, o time mineiro tratou o confronto como uma final antecipada: precisava atacar desde o primeiro minuto, sem abrir mão do equilíbrio para não sofrer o gol que tornaria a missão praticamente impossível.
Do outro lado, a estratégia tricolor era conhecida e eficiente. Com a vantagem no agregado, o Grêmio podia administrar o ritmo, fechar os espaços e esperar o momento certo para explorar os contra-ataques. De acordo com o Correio do Ceará, o desenho do jogo foi exatamente esse: pressão atleticana de um lado, e um Grêmio organizado e paciente do outro, consciente de que cada minuto que passava jogava a seu favor.
Lodi abre o placar e reacende a esperança do Galo
A pressão mineira deu resultado ainda no primeiro tempo. Aos 26 minutos, Renan Lodi marcou para o Atlético-MG e fez a Arena MRV explodir. O gol mudou o cenário da semifinal: de repente, o Galo estava a um gol de igualar o placar agregado e levar a decisão para os pênaltis, e a torcida empurrou o time em busca do segundo.
Foram os minutos mais tensos do Grêmio na partida. O Atlético-MG cresceu no jogo, adiantou as linhas e passou a rondar a área tricolor com frequência, enquanto o time gaúcho tentava esfriar o ambiente e recuperar o controle da posse de bola. Segurar aquela pressão era o teste definitivo para uma equipe que sabe jogar mata-mata como poucas no futebol brasileiro.
Carlos Vinícius responde e devolve o controle ao Tricolor
A resposta gremista veio rápido e no momento exato. Aos 38 minutos do primeiro tempo, Carlos Vinícius empatou a partida para o Grêmio e devolveu ao Tricolor a tranquilidade que o gol de Lodi havia ameaçado. Com o 1 a 1 no placar, o agregado voltava a ficar em 3 a 1, e o Atlético-MG passava a precisar novamente de três gols para sonhar com a classificação no tempo normal.
O gol fora de casa teve peso de classificação. Segundo o Cruzado Popular, o empate ainda na etapa inicial desmontou o plano atleticano e permitiu ao Grêmio voltar para o segundo tempo administrando o resultado, com linhas compactas e a experiência de quem está acostumado a decidir torneios eliminatórios. O Galo, ao contrário, viu o relógio se transformar no seu maior adversário.
Expulsão de Vitão e a administração até o apito final
No segundo tempo, o Atlético-MG se lançou ao ataque em busca de um milagre, mas esbarrou na solidez defensiva gremista e na própria ansiedade. A situação mineira ficou ainda mais difícil aos 42 minutos, quando Vitão foi expulso e deixou o Galo com um jogador a menos na reta final da partida, de acordo com a tv7. Com superioridade numérica e a vantagem no agregado, o Grêmio apenas administrou os minutos restantes até o apito final e comemorou a vaga em pleno território adversário.
Além da final, a classificação carrega um prêmio extra de enorme peso esportivo e financeiro: a vaga na próxima edição da Libertadores. Como destaca o SpaceMoney, assegurar presença no principal torneio do continente garante receitas importantes e valoriza o planejamento da temporada seguinte. No Brasileirão, a disputa pelas vagas também segue aberta, e a vitória de virada do Cruzeiro sobre o Bahia encaminhou a vaga celeste na Libertadores — caminho que o Grêmio, agora, já não precisa trilhar para estar no torneio continental.
A 10ª final e a caça ao hexacampeonato
A classificação reforça uma das relações mais fortes do futebol brasileiro com um torneio. O Grêmio é pentacampeão da Copa do Brasil e recordista de finais da competição: a decisão de 2026 será a 10ª da história do clube. A tradição gremista em mata-matas, construída ao longo de décadas, volta a se manifestar justamente em uma campanha marcada por eficiência fora de casa e frieza nos jogos decisivos.
Agora, a mira está no hexacampeonato. Levantar a taça pela sexta vez colocaria o Tricolor ainda mais isolado no topo da história da Copa do Brasil e coroaria uma temporada em que o time soube competir nos momentos de maior pressão. A final, em jogo único, tem caráter de final de campeonato: noventa minutos, sem margem para erro, para transformar a tradição em mais um troféu.
Adversário sai neste domingo: Vasco ou Palmeiras
O Grêmio conhecerá o adversário da decisão neste domingo (8). Vasco e Palmeiras se enfrentam às 17h, em São Januário, no Rio de Janeiro, pelo jogo de volta da outra semifinal. O Palmeiras venceu a partida de ida por 1 a 0 e joga pelo empate para avançar, enquanto o Vasco precisa vencer diante de sua torcida para chegar à final. O time paulista chega embalado no Brasileirão, onde goleou o Remo por 6 a 1 na maior goleada desta edição do campeonato, mas São Januário promete um ambiente de decisão para empurrar o time carioca.
A final da Copa do Brasil será disputada em jogo único, no dia 6 de dezembro, em Brasília. Até lá, o Tricolor divide atenções com a reta final do Campeonato Brasileiro, mas com a certeza de que o grande objetivo está a um jogo de distância. O domingo, aliás, será de decisões em várias frentes do esporte brasileiro: no futsal, o Brasil venceu a Argentina nos pênaltis e vai à final da Finalíssima, contra a Espanha, em Niterói. Para o torcedor gremista, porém, nenhuma outra data importa mais do que 6 de dezembro: é quando o Grêmio entra em campo em Brasília para tentar escrever mais um capítulo dourado na sua história na Copa do Brasil.
