As autoridades chinesas apuram as causas da colisão de um avião esportivo leve contra o arranha-céu mais alto de Pequim, ocorrida às 17h55 (hora local) de sexta-feira, 26 de junho. O piloto, único ocupante da aeronave, morreu no impacto, e 13 pessoas que estavam no solo ficaram feridas, segundo comunicado divulgado neste sábado pelo governo do distrito de Chaoyang.
O acidente ocorreu enquanto a aeronave, um Aurora SA60L monomotor de dois lugares, sobrevoava a região próxima ao Terceiro Anel Viário Leste. O prédio atingido é a CITIC Tower, também conhecida como China Zun, com 528 metros de altura e situada no Distrito Central de Negócios da capital, a cerca de 6 quilômetros da Cidade Proibida e próximo ao complexo governamental de Zhongnanhai.
A batida provocou um buraco na fachada após a perda de dois grandes painéis de vidro; a abertura foi coberta provisoriamente com tábuas. Os feridos recebem atendimento médico e não há informações sobre o estado de saúde deles.
Dados de voo e registro da aeronave
Imagens publicadas em redes sociais mostraram destroços identificados com a matrícula B-12PP, informação corroborada por dados do serviço de rastreamento Flightradar24. Segundo o site, o avião decolou por volta das 17h30 dos subúrbios ao nordeste de Pequim, realizou um amplo círculo e seguiu em direção ao centro, distante cerca de 50 quilômetros. O sinal foi interrompido quando a aeronave já se encontrava na área de Chaoyang.
Registros de 2024 indicam que um avião com a mesma matrícula era operado pela Dongshi Shuangyue General Aviation, sediada em Pequim. O Financial Times, citando fonte próxima ao caso, afirmou que a aeronave pertence à empresa; contudo, ainda não há confirmação oficial sobre a propriedade atual nem sobre eventual vínculo do piloto com a companhia.
Imagem: Internet
Contexto e histórico
Incidentes aéreos são incomuns na capital chinesa, onde o espaço aéreo é rigidamente controlado. O último acidente registrado na cidade ocorreu em 2022, quando um helicóptero turístico caiu durante um voo entre os distritos de Changping e Fangshan, resultando na morte dos dois pilotos a bordo.
O governo de Chaoyang informou que a investigação permanece em andamento e que divulgará novas informações assim que disponíveis.
Com informações de UOL Notícias / Reuters