A Polícia Civil do Ceará investiga possíveis falhas na preservação de provas após localizar, na quinta-feira (25), uma plantação com aproximadamente 290 mil pés de maconha em Acopiara, no Centro-Sul do estado.
Como foi a ação
Equipes do Departamento de Polícia Judiciária do Interior Sul, da 4ª Seccional (Iguatu) e da Delegacia de Acopiara chegaram a um terreno de quase três hectares usado para cultivo da droga. No local havia cerca de 160 mil pés em desenvolvimento e outros 130 mil já colhidos, além de acampamentos e estrutura para processamento. Pelo menos cinco toneladas de maconha prontas para consumo foram apreendidas.
Vídeos gravados pelos agentes mostram tratores derrubando os pés e parte do entorpecente sendo incinerada na própria fazenda.
Identificação do proprietário
Na noite de segunda-feira (29), a corporação informou ter identificado o dono do terreno e o arrendatário. Os nomes não foram divulgados. A Polícia Civil afirmou que novas informações serão repassadas “no momento oportuno”, para não prejudicar a investigação.
Sem prisões
Os suspeitos fugiram antes da chegada das viaturas. No acampamento ficaram pertences, alimentos ainda no fogo e uma casa de alvenaria usada pelos criminosos. Até agora, ninguém foi detido.
Denúncia de abandono
No sábado (27), o deputado federal André Fernandes (PL) visitou o sítio e divulgou vídeos alegando que a área estava sem vigilância, com sacos de maconha, celulares e cadernos abandonados. Ele questionou se houve “interferência” para interromper a operação.
Imagem: Internet
Apuração interna
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) instaurou investigação para verificar por que a droga permaneceu sem guarda. A Controladoria Geral de Disciplina (CGD) abriu procedimento para avaliar a conduta dos policiais responsáveis.
Visita do governador
Na segunda-feira (29), o governador Elmano de Freitas (PT) foi ao local acompanhado do secretário da Segurança Pública, Roberto Sá, e do delegado-geral da Polícia Civil, Márcio Gutierrez. Ele garantiu que os agentes permanecerão na fazenda até a completa destruição da plantação e pediu que o deputado apresente à polícia o nome da suposta autoridade que teria interferido na ação.
“Vamos apurar tudo e não passar a mão na cabeça de ninguém”, declarou o governador.
Com informações de G1