Ministro da Defesa russo aprovou treinamento sigiloso de 200 militares na China, apontam documentos

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Moscou/Pequim — Um decreto interno assinado pelo ministro da Defesa da Rússia, Andrei Belousov, em agosto de 2025, autorizou o envio de cerca de 200 militares russos para um treinamento secreto em instalações do Exército de Libertação Popular (PLA) na China, segundo documentos obtidos pela agência Reuters e dois funcionários europeus ouvidos sob condição de anonimato.

O material classificado revela a participação direta de pelo menos quatro generais de ambos os países e descreve a cooperação como estratégica, sobretudo por envolver defesa contra ameaças radiológicas, químicas e biológicas — tema sensível para forças armadas em todo o mundo.

Três semanas de curso sobre proteção NBQR

Um dos relatórios detalha um curso de três semanas realizado em novembro de 2025, em uma instalação militar em Pequim, no qual soldados russos receberam instruções de oficiais chineses sobre reconhecimento químico, radiológico e biológico, além de procedimentos para blindar sistemas de ventilação contra contaminação. Imagens anexadas ao documento mostram militares da Rússia observando um modelo de reator nuclear.

Assinaturas de oficiais de alto escalão

Outro arquivo aponta que o major-general russo Rustam Khusainov e o coronel sênior chinês Sun Dayun firmaram, em 2 de julho de 2025, o acordo que respaldou o intercâmbio.

A lista de participantes cita ainda:

  • Coronel-general Rustam Muradov, vice-comandante das forças terrestres russas, como chefe da delegação;
  • Major-general Li Jinsun, diretor da Academia Militar do PLA de Defesa Radiológica, Química e Biológica, presente na abertura de um dos cursos;
  • Major-general Vitaly Gerasimov, que frequentou treinamento em Bengbu.

Reações de Moscou, Pequim e Bruxelas

Os ministérios da Defesa da Rússia e da China não respondem aos pedidos de comentário. O Ministério das Relações Exteriores chinês classificou as acusações como “totalmente infundadas” e reiterou a posição de neutralidade de Pequim na guerra da Ucrânia.

No mês passado, a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que Bruxelas confirmou o treinamento “por canais próprios” e avalia possíveis consequências. Dentro do bloco, cresce o debate sobre novas medidas contra a China, considerada por autoridades europeias um “facilitador decisivo” dos esforços militares russos.

Avaliação russa sobre as aulas na China

Relatórios internos das Forças Armadas russas elogiavam a qualidade dos equipamentos, o uso de simuladores e o domínio teórico dos instrutores chineses, mas destacavam a falta de experiência de combate do PLA — a China não participa de um conflito há décadas, ao contrário da Rússia, envolvida na guerra contra a Ucrânia desde 2022.

Segundo fontes europeias, parte dos 200 militares treinados em novembro foi posteriormente deslocada para o front ucraniano, reforçando a preocupação de capitais ocidentais com o aprofundamento dos laços entre Moscou e Pequim.

Com informações de g1.globo.com

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.