Calor extremo faz Torre Eiffel dilatar; estimativa indica aumento de até 10 cm

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Uma onda de calor que elevou as temperaturas na França reacendeu nas redes sociais a ideia de que a Torre Eiffel teria ficado cerca de 10 cm mais alta. Especialistas explicam que a expansão térmica do monumento realmente acontece e valores próximos desse patamar são fisicamente possíveis, mas não houve medição que comprove exatamente esse acréscimo durante o episódio climático.

Como ocorre a dilatação

O fenômeno é resultado da dilatação térmica: quando o metal é aquecido, suas partículas vibram mais, afastam-se levemente e fazem a estrutura crescer. Em pequenas peças, a variação é imperceptível; em uma construção de 330 m, como a torre parisiense, a soma dessas microvariações pode alcançar alguns centímetros.

Erguida com ferro pudlado — material comum no século XIX —, a Torre Eiffel se expande nos dias quentes e se contrai no frio. A administração do monumento costuma registrar mudanças de apenas alguns milímetros, além de um leve deslocamento do topo, considerados normais e sem risco para a estabilidade.

Estimativa de 10 cm

Segundo o físico Acauan Figueiredo, do Curso Anglo, um cálculo simplificado leva em conta:

  • o tamanho inicial (330 m);
  • a diferença de temperatura;
  • o coeficiente de dilatação do metal.

Em um cenário de forte insolação, a face exposta poderia chegar a 60 °C, partindo de 25 °C. Nessa condição, a fórmula aponta variação aproximada de 13 cm, compatível com a ordem de grandeza divulgada — entre 10 cm e 15 cm.

Por que não há número exato

A torre não é uma barra uniforme: milhares de peças, rebites e plataformas recebem calor de forma desigual. Vento, sombreamento e posição do Sol também influenciam. Para medir a dilatação precisa em um dia específico, seriam necessários dados detalhados de temperatura em cada segmento e modelagem computacional da estrutura.

Inclinação quase imperceptível

A parte voltada ao Sol aquece mais, dilata-se além do lado sombreado e provoca um pequeno desvio lateral do topo — movimento praticamente invisível a olho nu e considerado pelos engenheiros desde o projeto original.

O mesmo princípio afeta pontes metálicas e cabos elétricos, que se alongam no calor e encolhem no frio. Portanto, a expansão observada na Torre Eiffel é natural, prevista e não compromete a segurança do ícone parisiense.

Com informações de G1

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.