O pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colocando em dúvida a atuação de Raphael Claus na Copa do Mundo de 2026, obrigou a Fifa a reavaliar os próximos passos em relação ao árbitro brasileiro. A entidade teme parecer influenciada por pressão política e, por isso, estuda mantê-lo na competição, mesmo sem garantia de novas escalas.
Claus segue concentrado com o grupo de árbitros em Miami, participando das atividades diárias da comissão de arbitragem e recebendo as diárias pagas pela federação internacional. Até então, a expectativa interna era de que sua participação se encerrasse após apitar Espanha x Arábia Saudita e Estados Unidos x Bósnia-Herzegovina, roteiro idêntico ao vivido no Catar em 2022, quando também comandou dois jogos.
Nos bastidores, dirigentes avaliam dois cenários: manter o brasileiro até o fim do torneio para preservar a posição institucional, mesmo sem escalá-lo, ou designá-lo como quarto árbitro em alguma partida. A possibilidade de retorno antecipado para casa é considerada remota.
Após as declarações de Trump, Fifa, CBF e Conmebol divulgaram notas de apoio à lisura do árbitro. Pessoas próximas relatam que Claus demonstra tranquilidade apesar da repercussão internacional e da citação de seu nome em manchetes de diversos países.
Brasileiros em situações distintas
Entre os demais representantes da arbitragem brasileira, Ramon Abatti Abel também dirigiu duas partidas — Suíça x Canadá e Bélgica x Egito — e atuou como quarto árbitro em Espanha x Bélgica; a tendência é que se despeça em seguida.
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Já Wilton Pereira Sampaio surge fortalecido. Ele comandou três jogos até o momento: a abertura entre África do Sul e México, além de Noruega x Senegal e Holanda x Marrocos, este último já pela fase de mata-mata. Pelo número de escalas e pelas avaliações positivas, Wilton figura entre os cinco principais candidatos a conduzir uma semifinal ou até mesmo a final, dependendo dos cruzamentos e da política da Fifa para evitar conflitos de nacionalidade.
Mesmo com o cenário ainda indefinido, a presença de Claus no centro das atenções obrigou a Fifa a calibrar cada passo para não reforçar a percepção de ingerência externa sobre seus critérios de arbitragem.
Com informações de UOL Esporte