Senado dos EUA: Democratas travam projeto de US$ 1 trilhão para o Pentágono em meio à guerra com Irã

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Washington, 14 de julho de 2026 – Senadores do Partido Democrata impediram nesta terça-feira (14) o avanço da Lei de Autorização da Defesa Nacional (NDAA), que destinaria US$ 1 trilhão (R$ 5,15 trilhões) ao orçamento anual do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

A proposta recebeu 50 votos favoráveis e 46 contrários, número insuficiente para superar a barreira regimental do Senado. O líder democrata Chuck Schumer afirmou que não apoiaria “autorizar a imprudência” do presidente Donald Trump no conflito contra o Irã, que entra no quinto mês sem previsão de encerramento.

Motivações do bloqueio

Parlamentares democratas argumentam que a Casa Branca busca ampliar o envolvimento militar sem apresentar estratégia clara. A votação ocorreu um dia após o governo notificar oficialmente o Congresso sobre a retomada de bombardeios contra alvos iranianos, rompendo o cessar-fogo alcançado anteriormente entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Detalhes da proposta

Além de aumentar os recursos do Pentágono, o texto previa reajuste salarial para militares. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, tinha reunião marcada com deputados republicanos ainda nesta terça para discutir a liberação de novos fundos.

O governo também pleiteia elevação gradual do orçamento militar para US$ 1,5 trilhão em 2027 e solicitou, em projeto separado, mais US$ 350 bilhões. Lideranças republicanas na Câmara indicam disposição de reduzir esse valor para cerca de US$ 87 bilhões, montante já pedido como verba emergencial para a guerra.

Próximos passos

O líder da maioria republicana, John Thune, apoiou a medida, mas, após a derrota, mudou seu voto por questão regimental, permitindo que a matéria volte à pauta futuramente. Há décadas o Congresso aprova anualmente a NDAA; porém, neste ano, os protestos contra a guerra e o crescimento do déficit federal colocaram o texto em terreno incerto.

Democratas pretendem apresentar emendas que obriguem o Executivo a encerrar as operações militares. A senadora Tammy Duckworth, veterana de guerra, condiciona seu apoio à inclusão de dispositivo que determine o fim do conflito: “Colocar mais dinheiro em uma operação fora de controle não é estratégia, é receita para uma guerra sem fim”.

Enquanto isso, parte dos próprios republicanos demonstra preocupação com o aumento dos gastos, lembrando que US$ 150 bilhões extras já haviam sido repassados ao Pentágono no ano passado e ainda não tiveram prestação de contas completa.

Não há data definida para nova tentativa de votação.

Com informações de G1

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.