Washington, 14 de julho de 2026. Chesley “Sully” Sullenberger, comandante que entrou para a história ao pousar um Airbus A320 no rio Hudson em 2009, revelou nesta terça-feira (14) ter sido diagnosticado com Alzheimer.
Herói da aviação
Sullenberger ganhou notoriedade mundial em 15 de janeiro de 2009, quando o voo US Airways 1549, com 150 passageiros e cinco tripulantes, perdeu potência nos dois motores após colisão com um bando de pássaros a 859 metros de altitude, pouco mais de dois minutos depois de decolar do aeroporto de LaGuardia, em Nova York. O avião seguia para Seattle, com escala prevista em Charlotte.
Diante da falha simultânea dos motores, o comandante, então com 57 anos, e o copiloto Jeffrey Skiles, de 49, avaliaram retornar a LaGuardia ou desviar para Teterboro, em Nova Jersey. Concluindo que não haveria tempo suficiente, Sullenberger comunicou à torre: “Não vamos conseguir. Vamos para o Hudson”. Cinco minutos após a decolagem, ele pousou a aeronave na água a aproximadamente 230 km/h, com ângulo de 9 graus.
Todos a bordo sobreviveram. Sullenberger foi o último a deixar o avião, depois de percorrer a cabine duas vezes para garantir que ninguém tivesse ficado para trás. Passageiros e tripulantes aguardaram sobre as asas até serem resgatados por embarcações civis e pela Guarda Costeira, em meio a temperatura ambiente de ‑7 °C, que provocou casos de hipotermia.
Após a aposentadoria
A façanha, apelidada de “milagre do Hudson”, rendeu ao piloto status de herói e inspirou o filme “Sully”, dirigido por Clint Eastwood e estrelado por Tom Hanks. Sullenberger aposentou-se em 2010, após três décadas de carreira, e passou a atuar como palestrante e consultor em segurança de voo.
Imagem: Internet
Ao tornar público o diagnóstico de Alzheimer, o ex-comandante não informou detalhes sobre o estágio da doença, mas agradeceu o apoio recebido desde que a condição foi confirmada.
Com informações de G1