Flávio Dino dá dez dias para partidos detalharem critérios de indicação de emendas

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou, nesta quarta-feira, 15 de julho, que os presidentes dos 21 partidos com representação no Congresso Nacional expliquem, em até dez dias úteis, como ocorre o direcionamento de emendas parlamentares para municípios.

A medida integra o inquérito que apura suspeitas de desvio na destinação dos recursos. Na decisão, Dino menciona entrevista do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ao programa Estúdio i, da GloboNews, na qual o dirigente admite que líderes partidários interferem na distribuição das verbas. Segundo o ministro, Costa Neto também afirmou que “outros presidentes de partido fazem o mesmo”.

Partidos notificados

As legendas que devem prestar informações são: Avante, Cidadania, MDB, Missão, Novo, PCdoB, PDT, PL, Podemos (Pode), PP, PRD, PSB, PSD, PSDB, PSol, PT, PV, Rede, Republicanos, Solidariedade e União Brasil.

Pontos que precisam ser esclarecidos

Dino solicitou detalhamento sobre:

  • a existência de cotas, reservas ou qualquer outro mecanismo de alocação de emendas pelos presidentes partidários;
  • a natureza, a finalidade e a abrangência desses instrumentos, caso existam;
  • quem autoriza e delibera sobre sua utilização;
  • o embasamento jurídico que sustenta a prática;
  • os documentos que formalizam o procedimento (normas internas, atas ou similares);
  • o passo a passo efetivamente adotado para definir e destinar os recursos.

Bloqueios e investigações paralelas

Relator do caso no STF, Flávio Dino já havia determinado, na última sexta-feira (11), a suspensão de emendas supostamente indicadas de forma irregular por Valdemar Costa Neto, além do bloqueio de R$ 119 milhões em bens do dirigente. No domingo (12), foi a vez do ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG) ter R$ 6 milhões bloqueados, também por suspeita de interferir na destinação de emendas sem mandato.

Um dia antes do novo despacho envolvendo os partidos, o ministro deu 30 dias para que as comissões de Saúde da Câmara e do Senado descrevam as medidas de transparência adotadas na execução das emendas. Dino voltou a criticar a existência de “emendas de terceiros”, reiterando que apenas parlamentares em exercício têm prerrogativa constitucional para propor e deliberar sobre esse tipo de recurso.

Os bloqueios e as requisições de informação foram motivados por representação da Polícia Federal no âmbito da “Operação Transparência”, deflagrada em dezembro do ano passado.

Com informações de G1

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.